terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

terça-feira, 6 de julho de 2010

APRESENTAÇÃO DE TCC - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - LETRAS C7

Os alunos da Turma de Letras do Circuito 7, da FTC EAD, Pólo Presencial de Lapão-BA, apresentaram no dia 05 de Junho de 2010, os seus Trabalhos de Conclusão de Curso, em forma de Portfólio, discutindo temas importantíssimos para a melhoria do Ensino de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, no Ensino Fundamental II e Ensino Médio. A apresentação aconteceu na Câmara de Vereadores de Lapão, aberta ao público e culminou com um almoço de confraternização no restaurante do Porque da Cidade.

PARABÉNS A TODOS!!! VOCÊS SÃO MAIS QUE VENCEDORES!!!

VEJAM AS IMAGENS!





APRESENTAÇÃO DE TCC - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - HISTÓRIA C7

A turma de História do Circuito 7, apresentou no dia 24 de Maio/2010 os Trabalhos de Conclusão de Curso. O evento foi realizado na Câmara de Vereadores de Lapão, onde compareceram familiares e amigos para prestigiar esse momento importantíssimo para a vida das pessoas envolvidas (os concluintes). Foram apresentados trabalhos com temas relevantes para a melhoria do ensino de História.

PARABÉNS A TODOS POR ESSA CONQUISTA!!!

VEJAM AS IMAGENS!





BIOLOGIA MARINHA

A turma de Biologia do Circuito 8, realizou uma pesquisa para estudo do Rio Jacaré, que para pelo Município de Lapão. Fotos em Breve!

quarta-feira, 10 de março de 2010

POR QUE É IMPORTANTE LER?

Kelly Consuelo Coimbra

Aluna de Letras da FTC- EAD

Podemos considerar a leitura como uma das mais importantes tarefas que a escola tem que realizar, mas é importante ressaltar que, para isso o professor deve ter consciência da necessidade de sabermos ler em uma sociedade letrada como a nossa, a qual exige a pratica eficiente da leitura. Através dos registros escritos descobrimos e aprendemos culturas, histórias e hábitos diferentes, compreendemos a realidade, o sentido real das idéias, vivências, sonhos, etc.

Segundo estudiosos, existem três objetivos distintos para compreender a importância do hábito de ler: ler por prazer, ler para estudar e ler para se informar. Através da leitura realizada com prazer, é possível desenvolver a imaginação, enriquecendo o vocabulário, envolvendo linguagens diferenciadas, etc. Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Barthes (2006), quando compara o leitor a uma aranha

[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia. ( BARTHES, 2006)

A leitura voltada para o estudo é cobrada, dos educandos, desde o início da sua vida escolar, porém existem alguns fatores que interferem neste processo uma vez que formar alunos leitores exige do professor preparação e momentos de estudo.

Uma das formas de adquirimos informação é através da leitura e quando esta é realizada de forma dinâmica e descontraída pode proporcionar conhecimentos múltiplos ao leitor.

A leitura quando bem mediada deve provocar prazer no indivíduo, emocionado-o, levado-o a conhecer outros mundos e provocando-o à expansão do "eu". Sobre isto Alves ( 2005) nos diz que

"... Leiam esse livro. Ruminem. Depois de ruminar, escrevam os pensamentos que vocês pensaram, provocados pelos pensamentos do autor. Os pensamentos dos outros não substituem os seus próprios pensamentos. Somente os seus pensamentos estão vivos em você. Um livro não é para poupar-lhes o trabalho de pensar. É para provocar o seu pensamento.” (ALVES, 2005)

Diante das colocações apresentadas evidencia-se a necessidade de investirmos na formação de alunos e de professores leitores, capazes de perceber a leitura como uma atividade prazerosa e também importante para o cidadão, pois o condiciona a exercer o seu papel social de forma plena e consciente.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

AVALIANDO A BIODIVERSIDADE - TURMA DE BIOLOGIA - C8

A turma de Biologia do C8 da FTC EAD - 5º período, realizou no dia 03/02/2009 uma visita ao campo para avaliar a biodiversidade do bioma Caatinga. Uma atividade da disciplina Ecologia Geral, acompanhada e orientada pela tutora Edvânia Bezerra de Lima. A área visitada fica próximo à cidade de Lapão.

Em breve o relatório dessa atividade! Vejam algumas imagens!



quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

REVISTA DA CULTURA



Nuno Ramos foi revelado como artista plástico ao lado de outros pintores paulistanos que formavam o ateliê Casa 7. De lá, saíram, nos anos 1980, nomes como Rodrigo Andrade e Paulo Monteiro. Participou de diversas bienais e mostras de arte ao redor do mundo, tem obras em importantes acervos e acaba de ser consagrado também como escritor ao vencer o prêmio Portugal Telecom pelo livro Ó.

A pintura apareceu primeiro na sua vida. Como encontrou a palavra? Comecei pela poesia, no início da adolescência. Foi uma crise com a palavra e seu caráter abstrato o que me levou às artes plásticas. Logo me identifiquei com o peso, o corpo dos materiais como artista plástico, em contraposição ao sopro abstrato da linguagem. Acho que pude voltar a escrever uns cinco anos depois, então com certa concreção das palavras, sentimento de peso e fisicalidade vocabular. Gostaria de escrever como quem marreta, pisa, dobra, fura, corta.

Como você distingue as duas linguagens? Ser artista plástico, em suas diversas linguagens, é sempre referir-se a um outro – matéria e corpo. Não acho escrever mais intelectual, talvez mais abstrato, menos comprometido com as leis da física. Por outro lado, há um movimento contrário nesta comparação – o escritor que senta no computador usa a mesma matéria de seu cotidiano. Ele deve purificar a linguagem, libertá-la deste visgo mundano. Para o artista plástico, a separação já está feita. Poucos andam com um pedaço de parafina no bolso. Neste sentido, a literatura é mais concreta. Meu trabalho como artista plástico tenta produzir certo impacto na recepção – tende à grande escala e ao apelo físico. Como escritor, meu tom é menor, talvez em um misto de empatia e estranheza.


E o dia a dia para a realização de um livro e de uma obra de arte? Escrevo de manhã, com a casa mais quieta, quando “baixa” certa inspiração (dá até vergonha de falar). Tenho muitas vezes a sensação de perder oportunidades de escrever no metrô. Por isso mesmo, nem sempre venço a tela branca. O fluxo, às vezes, simplesmente some. Com as artes plásticas, nada disso ocorre – trabalho com outras pessoas, desenvolvo uma ideia, mas preciso friccioná-la com o corpo que elejo para ela. Há sempre uma operação fora de mim me esperando, uma matéria, com seus limites e características, que preciso entender e com os quais devo negociar. O lado mais neutro e cotidiano de escrever talvez seja o segundo momento, o de reler, cortar, cortar. Esse é, de alguma forma, mais técnico, depende menos de impulso.

Que artistas e escritores o influenciaram e o inspiram? Fora daqui, Jackson Pollock e Joseph Beuys. No Brasil, Hélio Oiticica. Mas muitos outros artistas me influenciaram pontualmente. Se tivesse que eleger um só livro, diria o Em busca do tempo perdido, do Proust [Marcel], e, nas narrativas curtas, Tchekhov [Anton] e Kafka [Franz]. Outra grande influência veio do Molloy, do Beckett [Samuel], que li mais de uma vez. No Brasil, adoro Drummond, especialmente entre José e Lição de coisas. Acho que A paixão segundo G.H. e contos como O crime do professor de matemática, da Clarice [Lispector], são importantes para mim. Li os japoneses recentemente: Tanizaki [Junichiro], Kawabata [Yasunari], Oe [Kenzaburo]. Ando relendo Emily Dickinson. Adorei o Sebald [Winfried]. Gostei também do Bolaño [Roberto], os contos, especialmente. Tenho um gosto especial pelo Herzog, do Bellow [Saul], e pelo Teatro de Sabat, do Roth [Phillip]. E sempre dou uma olhada nas peças curtas, do fim da vida, do Beckett [Samuel].

Já tem planos para um novo livro? Devo publicar um livro de narrativas, pensamentos e dispersos, chamado O mau vidraceiro – título tirado de Pequenos poemas em prosa,
do Baudelaire [Charles] – no começo do ano que vem. ©

http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc29/index2.asp?page=literatura

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PROJETO DE INTERVENÇÃO - LETRAS - C9

FALA BRASIL - AS DIVERSIDADES LINGUÍSTICAS
Kelly Consuêlo Coimbra


Projeto que demonstra a importância de se compreender e aceitar as diferenças não só como positivas, mas como um ponto de partida para a uma nova era de ensino-aprendizagem que vise à inclusão real dessa cultura, e não meras concepções arraigadas de preconceitos sobre ela.

PROBLEMA:

Lidar com as diferenças é uma das maiores dificuldades do ser humano. Ao se descobrir as diversidades, em muitas ocasiões, manifestam-se a tensão, a intolerância e, principalmente, o preconceito que define diferenças como uma porta negativa sem fundamentos para com as diferenças manifestadas nas várias dimensões da vida humana. Partindo da situação descrita, analisamos o tema Preconceito na diversidade cultural a partir do seguinte problema: Como a falta de valorização das diversidades culturais contribui para a confirmação do preconceito linguístico?

PÚBLICO-ALVO:

Participarão diretamente desse projeto os alunos da 5ª série da Escola Lucas Cardoso Costa, e seus respectivos professores. Também farão parte desse projeto o corpo administrativo, os pais e a comunidade; porém é importante ressaltar que estes participarão indiretamente.


JUSTIFICATIVA:

Existe hoje, dentro da escola um grande preconceito linguístico por parte de alunos e professores para com aqueles que utilizam outras variedades linguísticas que não a padrão. Esse preconceito leva à discriminação, gerando problemas de interação entre os alunos e entre alunos e professores, fazendo com que a sala de aula venha a tornar-se local de exclusão social. Pensando nesse problema este projeto será realizado na tentativa de resgatar os valores das diferentes culturas, sobretudo, no que se refere à linguagem oral e escrita, pois dessa forma o preconceito linguístico será superado, e a valorização cultural, assim como o respeito às diferenças será uma prática no ambiente escolar.


OBJETIVO GERAL:

Proporcionar ao educando a oportunidade de conhecer culturas e tradições, em textos orais, locais e regionais, propiciando a estes a oportunidade de conhecer as variedades da língua materna, valorizando cada uma delas e combatendo o preconceito que existe contra as formas populares em oposição às formas utilizadas por grupos socialmente prestigiados.


OBJETIVO ESPECÍFICO:

· Desenvolver o respeito mútuo, a solidariedade, o espírito crítico, o diálogo e compreensão entre as diferentes culturas;

· compreender que a língua é constituída por variações linguísticas e que estas devem ser respeitadas de acordo com as situações de produção;

· superar a discriminação relacionada as diferentes formas de falar do povo brasileiro por meio de atividades lúdicas, prazerosas e desafiadoras.

· discutir os reflexos do preconceito lingüístico na sociedade brasileira;

· informar os educandos a respeito da existência do preconceito linguístico dentro e fora da sala de aula;

· despertar no educando a consciência crítica a respeito da necessidade de combater o preconceito linguístico.

REVISÃO LITERÁRIA:

Do ponto de vista científico, compreender a variedade linguística é compreender a sua constituição Linguística, Sócio- política e Cultural. Ao desconsiderar essa realidade ou, o que é pior, ao olhar para ela com a visão eurocêntrica, não só produzimos trabalhos viciosos, reproduzindo preconceitos e visões estereotipadas e, principalmente, deixamos de ver o Estado e sua população na sua riqueza constituinte. É imprescindível que a academia, em toda a sua extensão, com sua importância social e capacidade técnica e científica, se volte para a questão Afro-Brasileira como pressuposto necessário à melhoria da qualidade de vida da sociedade.

Educar para a inclusão é não separar o lugar e o tempo de aprender do lugar e do tempo de ensinar. Onde e quando se aprende também se ensina. E todos ensinam e aprendem. Nesse processo, o papel do educador é dar sentido a essa construção. A formação não pode se dar no vazio. (ANTUNES & PADILHA, 2004).

A escola trata, muitas vezes, a linguagem como um conjunto de regras e exceções e dá à língua- padrão primazia sobre as variedades linguísticas de seus educandos. É principalmente neste ponto que a escola torna-se excludente, pois a grande parte de seus alunos não tem acesso à variedade considerada padrão. Consequentemente, a escola que deveria ser um espaço de interação social, onde todos tenham acesso à informação e ao conhecimento, privilegia as classes dominantes, contribuindo para a exclusão social.

Segundo Labov (1983), a variação existe em todas as línguas naturais humanas, é inerente ao sistema linguístico, ocorre na fala de uma comunidade e, inclusive, na fala de uma mesma pessoa. Isso significa que a variação sempre existiu e sempre existirá independente de qualquer ação normativa. Assim, quando falamos em Língua Portuguesa estamos falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. O papel da escola é proporcionar diversos conhecimentos e aprendizagens, visando propiciar um ensino de qualidade a todos, respeitando os conhecimentos que cada um traz consigo considerados como, conhecimentos prévios, e valorizar esses conhecimentos. Valorizar somente a língua padrão faz com que a sala de aula deixe de ser um espaço de comunicação e interação, onde todos expressam seus conhecimentos, e passa a ser um cenário de correção e repressão, uma vez que os alunos usam o português coloquial. A linguagem não deve ser substituída e sim adequada.

Segundo Bagno (2001, p.36) “menosprezar, rebaixar, ridicularizar a língua ou a variedade da língua empregada por um ser humano equivale a menosprezá-lo, rebaixá-lo enquanto ser humano”. Quem mais sofre com isso são aqueles que provêm das classes menos favorecidas economicamente, são eles que sentem na pele a ridicularização, sentem-se estranhos em sua própria língua, cheio de dúvidas e incertezas, distantes na norma considerada correta. Por isso, a maioria dos estudantes chega ao final do Ensino Médio sem conseguir transferir suas ideias para um texto escrito, e isso perpassa a uma grande preocupação em empregar regras gramaticais, em “escrever certo”, que o pensamento não consegue concretizar-se no papel.


METODOLOGIA:

A metodologia aplicada durante o processo de construção do projeto será diversificada, buscando a conscientização do tema abordado, a criatividade e a motivação, garantindo um maior envolvimento de professores e alunos nas ações propostas.

A despeito dessas ações, citamos alguns passos a serem seguidos durante a realização desse projeto:

· Apresentação da temática;

· discussão do tema com os alunos, fazendo um levantamento dos conhecimentos prévio que estes têm sobre o assunto;

· realização de pesquisa sobre o tema em estudo;

· exibição de slides, filmes, vídeos e DVD;

· resgate de “causos”, contos e/ou história contada por moradores cada grupo tentar transcrever o texto da oralidade para a escrita reproduzindo-o da maneira como foi dito (prolongando a silaba, fazendo pausa, etc.);

· produzir dicionários de dialeto local com a participação da comunidade e pessoas idosas,(principalmente) respeitando, enaltecendo e enriquecendo a cultura de nosso povo, mostrando as diversidades da nossa língua fazer também uma retextualização de textos, isto é, reescrita de acordo com as regras da norma culta.

RECURSOS:

HUMANOS: Professor e alunos
MATERIAIS: Lousa, giz e apagador, papel sul fite, cartolina, fita adesiva, pincel atômico e tesoura, livros, revistas jornais e internet, vídeo, TV e aparelho de som; retroprojetor, DVD, etc...

RESULTADOS ESPERADOS:

Pelos objetivos propostos nesse projeto esperamos em seu resultado final oportunizar aos envolvidos um olhar mais atento e cauteloso sobre as diversidades da nossa comunidade e que adquiram de forma proveitosos novos ensinamentos, valorizando e respeitando a sua comunidade, sua cultura, e que isso seja uma condição para que a escola possa fazer parte do contexto sócio- cultural dos seus alunos, procurando, assim, desenvolver habilidades que irão ao encontro da pluralidade cultural do país, promovendo a interação entre educador- aluno- aluno- aluno na escola, amenizando e (se possível eliminando) o preconceito linguístico existente na escola observada.

REFERÊNCIAS:

ANTUNES, Ângela & PADILHA, Paulo Roberto. O eu e o outro compartilhando diferenças, construindo identidades. V Seminário Nacional de Educação “Utopias Humanas: sonhos! Liberdade, inclusão e emancipação. Por que não? Apresentação em 21.05.2004 em Caxias - RS.

BAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico: O que é como se faz. São Paulo: Edição Loyola, 1999.

LABOV, William. Modelos Sociolingüísticos. Madrid: Ediciones Catedral. 1983. Tradución de José Miguel Herreras