quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

REVISTA DA CULTURA


Nós não temos a mínima pista de como é a sociedade angolana - ou a moçambicana. Aliás, a maioria de nós deve pensar que Angola, Moçambique, Madagascar, Zanzibar é tudo a mesma coisa, não é?” Escrito em tom de autocrítica pelas autoras do blog carioca Duas Fridas num post sobre o acordo ortográfico, o texto acima é um resumo bem-acabado de como nós, brasileiros, sabemos pouco sobre a África. Em Madagascar, ilha do Oceano Índico de onde vieram aqueles simpáticos pinguins do cinema, fala-se francês. Já em Zanzibar, conjunto de duas ilhas na costa da Tanzânia, o idioma é o inglês. “A África é um planeta diferente, um cosmo múltiplo. Somente por comodidade simplificamos e dizemos ‘África’. Na verdade, a não ser pela denominação geográfica, ela não existe”, explica o jornalista polonês Ryszard Kapuscinski no prefácio de Ébano, livro fundamental para entender as diferenças entre os 53 países do segundo continente mais populoso da Terra (900 milhões de habitantes, só perde para a Ásia) e o terceiro mais extenso (cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, ou 20,3% da área total de terra firme do planeta).
Kapuscinski, morto em 2007, percorreu o território de ponta a ponta durante quarenta anos do século 20, nos quais mais de 10 mil pequenos países, reinos, uniões étnicas e federações deste lado de cá do Atlântico conseguiram se libertar do domínio europeu. Ele ainda teve fôlego para retratar o cotidiano dos nativos em A guerra do futebol, além de traçar o perfil de ditadores como Hailê Selassiê, autocoroado imperador da Etiópia de 1930 a 1974, ano em que foi deposto. Como em todo o mundo, a história se repete como farsa também na África. Robert Mugabe, no poder há 28 anos no paupérrimo Zimbábue, foi apelidado em outubro último de “O destruidor” pelo jornalista Jon Lee Anderson (o mesmo que escreveu Che Guevara: uma biografia) num perfil singular para a revista The New Yorker. Mas por outro lado, o continente-berço da civilização também deu ao mundo figuras de grande envergadura, como Nelson Mandela, o ex-presidente da África do Sul que ficou encarcerado durante quase três décadas por lutar contra o Apartheid – regime de segregação racial imposto pelos brancos –, e Miriam Makeba, conhecida em todo o mundo como “A imperatriz da canção africana”, vencedora do Grammy de 1966 pelo disco An Evening with Belafonte/Makeba, cuja voz radiosa calou-se em novembro passado durante show contra o racismo na Itália. Nas palavras do historiador e diplomata Alberto da Costa e Silva, anotadas nas primeiras páginas do clássico A manilha e o libambo, “um africano de uma região pode ser tão diferente do de outra quanto um alemão de um andaluz e um húngaro de um escocês”. VAI E VEMJá que é praticamente impossível apresentar em profundidade toda a África, sua incalculável variedade linguística e sua riquíssima cultura milenar, nada melhor do que começar a entender o continente a partir da realidade de nossos parentes mais próximos. Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné-Bissau são os cinco países onde oficialmente fala-se português, além de diversas línguas nacionais, como crioulo, quimbundo e ovumbo, os dois últimos ramos linguísticos do tronco banto. Em todos eles, principalmente em Angola, nação que, de acordo com um dos Sermões do Padre Antônio Vieira, formava um agregado único com o Brasil no século 16, está em curso uma revolução cultural que daqui a alguns anos certamente vai atravessar o Atlântico e talvez tenha, guardadas as devidas proporções, o mesmo impacto provocado pelo desembarque dos 11 milhões de africanos nas Américas enquanto vigorou a escravidão. Só de Angola para o Brasil foram levados mais de 4,8 milhões de cativos de acordo com os cálculos do historiador catarinense Luis Felipe de Alencastro em O trato dos viventes. Os africanos, apesar de todo o sofrimento imposto pelo degredo, foram grandes responsáveis por obras-primas da cultura mundial como o jazz, o samba, a rumba, a capoeira, o candomblé, reinventaram a cozinha dos colonizadores portugueses, ingleses e espanhóis e, no caso específico do Brasil, contribuíram para retirar os “ossos” da Língua Portuguesa. Hoje, de acordo com estimativas da Embaixada do Brasil em Luanda, vivem mais de 40 mil brasileiros no país. “Eles trabalham em empresas de construção civil, indústria petrolífera, agências de publicidade, universidades e prestam consultoria em diversos ramos de atividade”, explica a secretária Fabiana Moreira. Em média, todos retornam ao Brasil a cada três meses para passar férias de quinze dias com a família. “Será que Angola não se transformará numa espécie de 27º Estado brasileiro?”, questiona Mathias de Alencastro, filho do historiador e estudante de História que defenderá uma tese de mestrado sobre o país este ano na Universidade de Paris. Em Cabo Verde, o nome mais representativo das artes vem da música, mais especificamente da morna, um tipo de canção que mistura crioulo com português, e é Cesária Évora. Conhecida em todo o mundo como “A dama dos pés descalços”, Cesária cantou para o então presidente Bill Clinton, na Casa Branca, gravou algumas canções com Caetano Veloso e foi a grande atração internacional da mais recente edição da Virada Cultural, quando cantou no cruzamento das Avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo, grande sucessos como “Lua nha testemunha” e “Mar azul”. A cultura Moçambicana, como a cultura africana em geral, continua a ser apenas associada ao imaginário de Tarzan, de cinema americano, máscaras e artesanato ancestral. Uma idéia enviesada que contribui para desvalorizar a produção artística contemporânea do continente. Ninguém fica indiferente após conhecer a obra de Malangatana, José Craveirinha (que em 1991, tornou-se o primeiro escritor africano ganhador do prêmio Camões) ou Mia Couto. Malangatana é um dos artistas plásticos moçambicanos mais reconhecidos internacionalmente. Mas existem trabalhos que merecem destaque, como os de: Ângelo de Sousa, João Aires, João de Paulo ou Rui Calçada Bastos. Bertina Lopes é outro nome que revela ao mundo a qualidade da produção artística da ex-colônia portuguesa, segundo a crítica italiana Paola Rolletta: "Na história da pintura, muitas vezes seu nome é posto ao lado da mexicana e grande artista, Frida Khalo. Duas vidas diferentes, mas com traços comuns muito fortes, e sobretudo com qualidades pictóricas e humanas muito peculiares". Entre os escritores, vale lembrar de Rodrigues Júnior, Guilherme de Melo, Luís Bernardo Honwana, Correia de Matos e Ungulani Ba Ka Khosa. Entre os poetas, José Craveirinha e Rui Knopfli são os mais conhecidos, mas não devemos nos esquecer de Alberto de Lacerda ou Reinaldo Ferreira. A música moçambicana também impressiona. Em 2005, a Unesco reconheceu a timbila chope, um instrumento de percussão, como patrimônio da humanidade. Na Guiné-Bissau, o clima político instável não permite que a força artística projete-se para o mundo. Há dois meses, um golpe de estado colocou o minúsculo país outra vez no noticiário internacional. Vale a pena, no entanto, conhecer a obra dos escritores Amílcar Cabral e Félix Sigá, ambas marcadas pela relação do país com o mar. Em São Tomé e Príncipe, por sua vez, duas ilhotas reunidas sob a mesma federação, faltam coisas básicas como dentistas, mas a pintura de Almada Negreiros e a música de Viana da Mota nos encantam ao primeiro contato, pois transmitem algo de ingênuo muito próximo do registrado no Brasil rural do século 19.

ANGOLA É AQUI
A população de aproximadamente 17 milhões de habitantes sabe quase tudo sobre o Brasil, desde a escalação dos nossos times de futebol, os atores e atrizes mais famosos, o nome de nossas praias, até pormenores sobre a vida de escritores como Jorge Amado, Graciliano Ramos e, claro, Paulo Coelho. “Os africanos consomem intensamente a cultura contemporânea brasileira, mas o contrário ainda não acontece”, diz o músico Fernando Alvim, diretor da Fundação Sindika Dokolo. A instituição dirigida por Alvim detém a maior coleção particular de arte contemporânea africana, organiza a Trienal de Luanda (a segunda edição está agendada para 2010) e acaba de inaugurar, em São Paulo, a Soso, primeira galeria de arte contemporânea no país. Instalada num edifício projetado por Oscar Niemeyer, na Avenida São João, o espaço exibirá, na coletânea de inauguração, trabalhos dos vídeo makers Ihosvanny e Yonamine e fotografias sobre alumínio de Cláudia Veiga e Kiluanji Kia Henda, todos referências nacionais em suas respectivas áreas. “No Brasil, a África ainda é vista como o continente da escravidão, da dor e do sofrimento, muito por causa de poemas como O navio negreiro, de Castro Alves. A abertura da galeria vai ajudar a mudar essa visão e, quem sabe, causar o mesmo impacto e estranhamento artístico que Basquiat conferiu à cena artística de Nova York nos anos 1980”, aposta Alvim. De forma geral, há um movimento organizado entre os artistas angolanos para que os seus trabalhos não sejam reduzidos no imaginário mundial a máscaras decorativas, adornos de marfim ou tecidos com geometria colorida. O primeiro passo foi a retumbante participação do país no pavilhão africano na última Bienal de Veneza, mostrando exatamente tudo o que fosse diferente de máscaras, colares e tecidos. “A ideia de que, para o século 21, a contribuição da África na história da arte mundial se reduziria ao artesanato decorativo gela-me o sangue. Ou talvez não, faz-me ferver”, escreveu o colecionador Sindika Dokolo num manifesto lançado em Luanda em 2006. Até o presidente da República, José Eduardo dos Santos, tomou para si os anseios dos artistas e, num discurso dirigido ao ministro da Cultura, fez mea-culpa por ter se pronunciado poucas vezes sobre o tema. “Minha principal atenção foi dedicada a prioridades como defender nosso território de agressões externas e manter as fronteiras estabelecidas”, justificou o homem que está no poder em Angola há 30 anos, mas se distingue dos seus homólogos pela condução da guinada do ex-país marxista à economia de mercado feita em 2002, levando a nação a ser a única que cresce a taxas de dois dígitos no continente.

NOVOS SONS AFRICANOS
Em Luanda, Benguela, Huambo, Namibe… em todas as capitais provinciais angolanas, o cenário é de caos. Centenas de gruas erguem edifícios de um dia para o outro e o que se escuta é barulho, muito barulho, tanto de máquinas pesadas como também de novos sons que tocam nos alto-falantes das candongas, um tipo de van chinesa de cor azul convertida no único tipo de transporte público existente no país, e nas caixas de sons dos quintais. Nada pode impactar mais os ouvidos do visitante do que o kuduro, um ritmo musical criado há dez anos nos Mussekes (como são chamadas as favelas com barracos de lata no local) por adolescentes procurando notoriedade, uma forma de se afirmar num país onde a justiça ainda é madrasta. As letras são de protesto, assim como no rap das favelas cariocas e paulistas, e procuram retratar os problemas de todos os dias, como a criminalidade, a prostituição, a corrupção, a falta de água e luz, a condução lotada etc. Os kuduristas mais consagrados do país são Helder, o rei; Dog Murras, o patriota; Sebem, o mais popular, e Puto Prata, o doutorado. O ritmo invadiu todos os lares, carros e festas da classe média e alta do país e começa a se tornar conhecido também no Brasil. O kuduro já foi tema do quadro “Central da periferia”, de Regina Casé, exibido no Fantástico, e tornou-se atração fixa no matutino Hoje em dia, da Rede Record, emissora que transmite a programação brasileira para toda a África lusófona. Outro ritmo muito forte é o hip-hop (que aqui se pronuncia “ip-óp”), estilo que tem no quarteto Os Kalibrados seu maior expoente. O grupo, formado por quatro jovens que se vestem de grifes famosas da cabeça aos pés, usam pulseira e correntes douradas e não dispensam óculos escuros bem fashion, já fez mais de 150 apresentações dentro e fora do país nos últimos três anos, além de abrir shows de colegas famosos ao redor do mundo, como DMX, Missy Elliot, Kanye West, Pharrell Williams e 50 Cent, este último fã confesso de Angola, mesmo tendo sido vítima de um assalto que lhe custou uma famosa correntona e um bling cravejado de diamantes durante uma apresentação para 7 mil pessoas, em abril de 2008. De acordo com o jornal O País, o álbum Cartas na mesa, lançado em dezembro, vendeu 11 mil cópias nas primeiras doze horas da sessão de autógrafos que Os Kalibrados fizeram na portaria de um cinema. Faixas como “Não deu para ser fiel” e “Bam Bri Bam” estão na boca do povo. Numa vertente mais soft, surgiu há oito meses a Next, banda que faz um som afro-eletro-acústico e que se converteu na melhor tradução musical contemporânea de Luanda. O sexteto gravou o primeiro CD e DVD em novembro e, entre uma música e outra, promove releituras dos poemas de Agostinho Neto, o homem que comandou o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), principal partido de oposição ao regime colonial português e, depois, se transformou no primeiro presidente do país, em 1975. De acordo com uma reportagem de Gabriel García Márquez publicada em 1976 na então revista Homem (que dois anos depois passaria a se chamar Playboy), Agostinho Neto, na prisão, compunha seus poemas com letras miúdas em pequenas tiras de papel e as escondia enroladas dentro de um cigarro. Às vezes, só havia dois versos em cada cigarro. Quando sua esposa Maria Eugênia ia visitá-lo, ele lhe oferecia um cigarro e ela o levava sem acendê-lo, porque sabia que era o dos versos. Em sete anos de cárcere, escreveu Sagrada esperança, livro que reúne 49 poemas.

LITERATURA E CINEMA

Nas duas últimas edições da Festa Literária de Paraty, a FLIP, dois escritores angolanos surpreenderam a plateia: José Eduardo Agualusa, autor de As mulheres do meu pai, e Pepetela, o nome de maior projeção internacional das letras angolanas, vencedor do Prêmio Camões em 1997 e autor, entre outros, de Parábola do cágado velho, uma metáfora do horror vivido por dois irmãos que têm que fazer a guerra civil em lados opostos. Tido como uma das reservas morais do país, da mesma forma que Jorge Amado foi para o Brasil, Pepetela recentemente foi homenageado e teve seu nome dado a um auditório no centro da cidade. Lá, teve lugar, em novembro, a primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda. A história da sétima arte no local foi determinada, basicamente, pelo desenrolar da guerra. De 1985 até 2002, quando o conflito teve sua fase mais cruel, o cinema desvaneceu até a quase total inexistência. Em 2004, houve uma espécie de renascimento com o lançamento dos longas O herói, de Zezé Gamboa, e, dois anos depois, Na cidade vazia, de Maria João Ganga. Os documentários, por sua vez, surgiram com mais frequência, como é o caso de Angola: saudades de quem te ama, do namibiano Richard Pakleppa; Oxalá cresçam pitangas, de Ondjaki (também escritor representante da nova geração e atualmente morando no Rio de Janeiro) e Kiluanje liberdade, uma receita para curar os traumas do conflito com ginástica e ironia; Kuduro - Fogo no Musseke, de Jorge António, sobre a música/dança que tanto dá o que falar; e É dreda ser angolano, do coletivo Família Fazuma, um relato da vida dos guetos e da economia informal do país. O grande vencedor da mostra FicLuanda foi Mario Bastos, um angolano de 22 anos que mora em Nova York e rodou Kiari, a história de um rapaz que se prepara para receber um autógrafo do seu jogador de basquete preferido, mas que se desilude com a conduta do atleta. “É um filme sobre a perda da inocência patente na frase: ‘Segue o teu sonho, não sigas o teu herói’”, declarou Bastos na hora de receber o troféu. O diretor já começou a rodar, junto com o músico Keita Mayanda, um documentário sobre hip-hop intitulado O underground e o mainstream namoram em segredo. “Os autores querem trabalhar as semelhanças e o mundo secreto entre as duas correntes do estilo musical”, apontou Marta Lança, da revista Vida. “Quando se passa algum tempo em cidades como Nouakchott (Mauritânia), Dakar (Senegal) ou Luanda, o que se percebe é que tudo está em permanente mudança”, diz Pedro Pinha, um dos diretores de Bab Sebta (ainda sem previsão de lançamento no Brasil), filme que causou choque na mostra por contar as histórias de humilhação vividas por africanos na passagem fronteiriça entre Ceuta e Marrocos. Como em todo o mundo, os novos paradigmas do século 21 estão presentes na África e José Craveirinha, um de seus maiores poetas, ensina: para ser herdeiro do futuro, o passado não pode ser omitido. ©

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

PRÉ-PROJETO DE INTERVENÇÃO - C8 - BIOLOGIA

CONTEXTUALIZANDO O ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DA MUDANÇA DE ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS E DA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DISPONIBILIZADOS PELAS NOVAS TECNOLOGIAS

Rizodalva Souza Pires de Souza - Vítor Alves de Souza Lima - Márcia Valéria Gaspar de Souza

TEMA:
Diante das análises, pesquisas e observações realizadas pelo grupo, identificamos uma problemática que pretendemos trabalhar durante o nosso estágio para resolvermos com o projeto de intervenção, cujo tema é: CONTEXTUALIZANDO O ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DA MUDANÇA DE ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS E DA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DISPONIBILIZADOS PELAS NOVAS TECNOLOGIAS.

PROBLEMATIZAÇÃO:
Durante as observações realizadas numa escola da Rede Municipal de Lapão-Ba, nas turmas de 5ª e 6ª série, percebemos que os alunos enfrentam dificuldades de compreensão dos conteúdos de ciências e de acordo com os registros da Secretaria de Educação, constatamos que a disciplina ciências é a segunda em reprovação, perdendo apenas para matemática. Este fato nos deixou bastante preocupados, pois consideramos ciências uma das disciplinas do currículo escolar, importantíssima para a formação cidadã dos alunos. Em pesquisa com alunos do ensino fundamental II, percebemos que os professores ensinam a disciplina ainda de forma tradicional, descontextualizada, utilizando na maior parte do tempo o livro didático e os exercícios contidos nele, transformando o ensino de ciências num momento sem atrativo para os alunos. Diante dessa constatação, resolvemos elaborar o projeto de intervenção: Contextualizando o Ensino de Ciências através da Mudança de Estratégias Metodológicas e dos Recursos disponibilizados pelas Novas Tecnologias, para intervir nessa situação, contemplando não só o problema de metodologia e recursos utilizados pelo professor como também as dificuldades dos alunos com a compreensão/contextualização dos conteúdos trabalhados.

OBJETIVO GERAL:
Promover uma melhoria qualitativa no processo de ensino e aprendizagem da disciplina Ciências nas turmas de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, diversificando as estratégias metodológicas e os recursos disponibilizados pelas novas tecnologias.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Contribuir com o aumento do desempenho dos professores em sala de aula;
· Contribuir com o aumento da auto-estima em relação á disciplina de Ciências, bem como com o do rendimento dos alunos;
· Compreender a importância do ensino de Ciências para o nosso cotidiano;
· Propor aos alunos atividades que despertem o interesse e o gosto pelos conteúdos de ciências;
· Desenvolver a habilidade de trabalho em grupo;
· Valorizar o conhecimento de novas descobertas;
· Participar de diferentes situações de aprendizagem;
· Valorizar as novas tecnologias como instrumento de aprendizagem;
· Promover a interação entre as atividades programadas com os pais dos alunos e com os professores;
· Incrementar a participação de membros da comunidade com as atividades de pesquisa dos alunos;

HIPÓTESES:
Pensamos que o ensino de ciências nas escolas públicas de Ensino Fundamental, ainda é concebido na visão tradicional de transmissão de conhecimentos através dos conteúdos expostos nos livros didáticos, o que torna o estudo desses conteúdos descontextualizados e sem significado para a vida do aluno fora da escola.
Portanto, temos a idéia (concepção) de que a disciplina de ciências na escola é algo vivo e não estático. Pretendemos torná-la viva através das atividades propostas, onde o aluno estará sempre envolvido na construção dos conhecimentos.

JUSTIFICATIVA:
O ensino de Ciências é fundamental para a formação dos alunos, pois, abrange conteúdos significativos para a vida cotidiana fora da escola, como: meio ambiente, saúde, alimentação, orientação sexual, entre outros.
A concepção do Ensino de Ciências Naturais proposta pelo PCN é de suma importância para o desenvolvimento do aluno, pois é uma concepção que busca a aprendizagem através da prática, isso reforça e dá mais significado a mesma, levando o próprio aluno a buscar o conhecimento através de investigações, levantamento de hipóteses, trabalhando de forma a redescobrir conhecimentos. A preocupação de desenvolver atividades práticas começou a ter presença marcante nos projetos de ensino e nos cursos de formação de professores. O objetivo fundamental de ensino de Ciências Naturais passou a ser dar condições para o aluno vivenciar o que se denominava método cientifico, ou seja, a partir de observações, levantarem hipóteses, testá-las, refutá-las e abandoná-las quando for o caso.
Segundo Assmar (apud. Guerra 1998), a contemporaneidade conduz, continuamente, à busca de novos conhecimentos e isso obriga o homem a definir novos caminhos e a adotar novas posturas e comportamentos marcados por mudanças constantes. A escola não pode se afastar das exigências contemporâneas sob pena de deixar de cumprir a sua missão: produzir e disseminar o conhecimento. Consolidar formas competentes e contextualizadas de aprendizagem exige que a escola assuma modalidades avançadas de investigação e de produção de conhecimento.
De acordo com Guerra (1998), a idéia do fazer, do inventar, do criar extrapola a prática de mera transmissão de conhecimentos pelo professor e a postura de passividade do aluno na sala de aula e resgata a interação do homem com o objeto do conhecimento. Pensamos que, assim como a vida, a sala de aula é espaço para observar, explorar e construir, é local de lançamento de desafios, de vivências, de busca de soluções, de interações. Assim, as atividades organizadas pelos educadores na sala de aula devem proporcionar liberdade para as ações dos educandos porque, com relação ao conhecimento, lidamos com processos, com algo inacabado e, como tal, a ser construído.


Como mediadores deste processo de aprendizagem, nosso objetivo será proporcionar ao professor a oportunidade de compreender o processo de aprendizagem dos diversos conceitos propostos pelos conteúdos de ciências, viabilizando em sala de aula as condições para que o mesmo se constitua. O trabalho será desenvolvido com alunos de 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Municipal de Ensino do Município de Lapão-BA, professores, corpo administrativo da escola, pais e comunidade.
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METODOLOGIA:
· Produção textual: serão utilizados textos xerografados, textos de revistas, jornais, livros e internet, leitura de imagens, documentários e filmes, como instrumentos para a realização da produção textual, utilizando as novas tecnologias (computador, Internet, TV e DVD).
· Experiências de “laboratório”: pesquisa, coleta de material, análise e produção escrita (texto, relato, relatório, etc.);
· Aula Viva: aula realizada fora do ambiente escolar, com observação, pesquisa, entrevista e produção de painel com imagens e textos sobre a atividade, utilizando como recursos câmera fotográfica, papel metro, piloto, fotografias, cola, tesoura, etc.;
· Projeto caatinga: pesquisa, visita, debate, entrevista e sistematização dos conhecimentos com a produção de um documentário.
· Oficinas: jogos diversificados sobre os conteúdos de Ciências.
· Pesquisa na internet: utilizar os computadores do Ponto de Cultura para pesquisa e outras atividades.
· Palestra: realizar palestra sobre temas relacionados ao meio ambiente e saúde.

RECURSOS:
· MATERIAIS: TV, DVD, Filmes, Documentários, computador, retro-projetor, livros, revistas, jornais, textos da internet, fotografias, obras de arte, quadro negro, giz, papel metro, ofício, cartolina, lápis, caneta, lápis de cor, lápis piloto, tesoura, cola, fita adesiva e etc.
· HUMANOS: Alunos, professores, coordenador, corpo administrativo da escola, pais e comunidade.

CRONOGRAMA:
JULHO
· Apresentação do projeto para os professores e a direção da escola;
· Apresentação do projeto para os alunos das turmas de 5ª e 6ª séries da escola;
· Início das atividades de co-participação.
AGOSTO
· Término da co-participação;
· Início das atividades de regência;
· Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade.
SETEMBRO
· Término das atividades de regência;
· Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade;
· Encerramento do estágio.
· Produção do relatório parcial individual.

RESULTADOS ESPERADOS:
Esperamos alcançar com a realização deste projeto, uma maior compreensão, por parte dos professores e dos alunos, dos conteúdos abrangidos na disciplina de ciências, através de mudança nas estratégias metodológicas e dos recursos disponibilizados pelas novas tecnologias, contextualizando-os, o que contribuirá para o desenvolvimento cognitivo e social dos atores envolvidos no processo.

REFERÊNCIAS:
GUERRA, Denise M. de Jesus. Experimentando e Descobrindo Ciências. Salvador: Tamta, 1998.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Ciências Naturais – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
O DISCURSO E A PRÁTICA DO PROFESSOR
Teofilândia Rodrigues de Lima

O tema avaliação configura-se gradativamente mais problemático na educação à medida que se amplia a contradição entre o discurso e a prática dos educadores. Embora os professores ainda relacionem estreitamente a ação avaliativa a uma prática de provas finais e atribuição de graus classificatórios, criticam eles mesmos o significado desta prática nos debates em torno do assunto. (HOFFMANN, 2001, p.28)

A avaliação da aprendizagem dos educandos sempre foi um entrave para a educação e ainda é o maior problema enfrentado pelas escolas. O interesse dos pesquisadores e a literatura acerca desse tema cresceram muito no Brasil nos últimos anos, embora o reflexo ainda não chegou efetivamente no espaço principal de interesse dessa discussão, que é a escola e o professor. A idéia arraigada de avaliação classificatória é observada na pratica dos educadores. Mesmo com os cursos de formação continuada, onde os professores têm tido acesso a conhecimentos sobre os novos pensamentos sobre avaliação, como a avaliação mediadora, diagnóstica, emancipatória, percebe-se que o reflexo na prática é ainda quase nulo. Observa-se certa mudança de discurso nos educadores, mas não na sua prática.

Por um lado, é preciso concordar com os céticos, pois a concepção classificatória e de controle da avaliação educacional está de tal forma consolidada que, ao falar-se num outro possível, corre-se o risco da utopia. Essa prática instalou-se nesse século como um poderoso instrumento de poder em todos os níveis da educação, fortalecida por processos tecnicistas, estatísticas educacionais, medidas político-orçamentárias, de tal forma que é grande o descrédito de que um dia venha a ser exercida em benefício de uma escola democrática. (HOFFMANN, 1998, p. 33)

A exigência de melhoria dos índices de aprovação tem provocado sérios problemas na escola. Essa exigência é permeada por interesses políticos diversos, o principal deles é a otimização do uso do recurso do FUNDEF, que atende somente as crianças de 07 (sete) a 14 (quatorze) anos. Portanto, alunos acima de 15 (quinze) anos matriculados no Ensino Fundamental é prejuízo para o Município. A avaliação é o foco, pois a melhoria desses índices perpassa por ela. Os educadores ficam encurralados entre a sua concepção classificatória e ter que aprovar alunos, os quais eles consideram fora do “padrão” de aprendizagem estabelecida por eles ou pela escola, para cada série. Muitas vezes acabam agindo com irresponsabilidade e conivência com o que é estabelecido pelos órgãos que controlam os índices da educação, prejudicando, assim, a vida escolar futura dos educandos.

Um olhar construtivo em avaliação articula-se ao desejo político do educador, que traduz no compromisso de aprofundamento teórico, de uma atualização permanente e contextualizada e de uma consciência humanizadora sobre a realidade social. Penso como Freire que” “a gente tem que lutar para tornar possível o que ainda não é possível. Isto faz parte da tarefa histórica de redesenhar e construir o mundo. (HOFFMANN, 1998, p. 34)

O professor precisa repensar efetivamente a sua prática em relação à avaliação, torná-la coerente com o seu discurso. Pensar na escola como um espaço de inclusão e permanência, e não, um espaço onde a exclusão parece ser a meta principal, provocada pela concepção de avaliação da aprendizagem classificatória. Os alunos são tratados como se estivessem em uma competição. Quem for melhor fica, os piores estão fora, ferindo assim o direito universal que todos tem à educação básica.

Não há sentido, na educação obrigatória, selecionar e classificar o aluno como se fora um concurso ou vestibular. Não há por que promover a competição entre os alunos, o direito de todos é prosseguir sem retrocessos. O aluno só deve competir com ele mesmo na busca do seu conhecimento. (BLOOM, 1983 APUD FERREIRA, 2002, p. 36)

A escola e os professores têm ainda que enfrentar a concepção tradicional dos pais dos alunos, cujo pensamento é de que uma educação de qualidade tem que ser competitiva e classificatória. Eles acreditam que a escola tem que preparar o aluno para enfrentar os desafios da vida fora desse espaço, como o vestibular, concursos e outras exigências de uma sociedade capitalista, cuja concepção é de que, quem vence é o “melhor” ou que a oportunidade está para todos, basta se preparar. Essa preparação, claro, é uma responsabilidade da escola. Dificultando assim, o processo de mudança na teoria e na prática do professor. Para reverter esse quadro, é necessário que a mudança aconteça primeiro na concepção do professor a respeito da avaliação, para que ele possa ter argumentos seguros para convencer os pais da necessidade de um novo pensamento sobre a avaliação da aprendizagem, sobre a escola e a sociedade. Esse processo perpassa por um embasamento teórico.

A melhoria da qualidade do ensino em todas as suas dimensões, tem constituído um desafio constante para todos que vêm se preocupando com esta busca; mas ela tem se limitado apenas a mudanças de métodos, técnicas e seqüências curriculares. Não podemos descartar a possibilidade de que métodos, técnicas e propostas curriculares possam ter influências positivas na melhoria da qualidade. Mas uma mudança significativa só se concretizará através de uma mudança efetiva de postura, e de filosofia pedagógica. (RABELO, 1998, p. 47)

Há educadores que se preocupam em primeiro lugar, principalmente no momento da avaliação de final de ano, com o colega que vai dar continuidade aos estudos de seus alunos no ano seguinte, o que ele vai achar da sua turma. Esse é o peso principal no momento da decisão de quem é aprovado ou reprovado. Todo o percurso do aluno durante o ano é anulado por um medo que ele também provoca em seus colegas, o efeito muitas vezes é um alto índice de reprovação, principalmente nas series iniciais. A responsabilidade com a vida escolar dos educando parece não ser a preocupação principal dos educadores que agem dessa forma. Não estão preocupados se os alunos vão permanecer ou não na escola. O que importa é a sua “consciência tranqüila” de ter escapado das criticas dos colegas.

Segundo Luckesi (2003), basta de usarmos os exames e as conseqüentes reprovações, que se manifestam como fracasso escolar, como álibi para a má qualidade do ensino. A verdadeira pratica da avaliação da aprendizagem opõe-se a tudo isso, devido assentar-se sobre a busca da melhor qualidade dos resultados, o que implica em melhor qualidade do ensino, que, por sua vez exige investimentos em muitas áreas da educação, desde recursos materiais, didáticos e pessoais.

A disparidade entre o discurso e a pratica do professor, em avaliação é um processo que merece atenção por parte dos estudiosos. O desafio do momento está em mudar essa realidade. Quando isso acontecer, poderemos talvez vislumbrar uma luz no fundo do poço, para uma mudança realmente efetiva da pratica da avaliação da aprendizagem na escola.

Nos diz a LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394/96, que a avaliação deve ser contínua e priorizar a qualidade e o processo de aprendizagem, sendo que os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos. Porém, para que a avaliação sirva à aprendizagem é essencial que os professores conheçam cada um de seus alunos e suas necessidades, pois somente assim, poderá pensar em diferentes alternativas para que todos os alunos alcancem os objetivos. Nesta perspectiva, a avaliação parte de duas premissas básicas: confiança na possibilidade dos educandos construírem suas próprias verdades e a valorização de seus interesses e manifestações.

O que diz a Lei 9.394/96 está presente no discurso da maioria dos professores, porém a sua prática revela o contrário. Conversando com muitos professores, está presente em seus discursos o respeito às individualidades dos alunos, a necessidade de acompanhar diariamente o desenvolvimento de cada um, dar prioridade à avaliação qualitativa sobre a quantitativa. Quando se observa na prática, o aluno é avaliado pela suas notas nos testes e provas. Todo o percurso dos alunos durante os bimestres é colocado de lado, o que conta é a nota final. Essa dicotomia entre o discurso e a prática se revela num dos graves problemas acerca da avaliação, principalmente nas séries iniciais, pois, a maioria dos alunos ainda está em fase de construção do sentido da leitura e da escrita e são tratados como se já estivessem alfabetizados e prontos para o modelo que é imposto para o Ensino Fundamental, ou seja, a divisão por disciplina, onde os conteúdos são fragmentados e exigidos uma nota para cada disciplina.

Segundo Machado (2000), para avaliar é preciso ir além da medida, recorrendo a indicadores mais complexos e a indícios de competência, tendo em vista que não se avalia por avaliar, mas para fundamentar uma decisão. O principal agente desta mudança e desta reconstrução é o educador, suas concepções e sua pratica educativa. Temos claro que nenhuma prática é neutra e que esta sempre serve a um ou outro modelo político de desenvolvimento econômico. O alicerce escolar encontra-se numa teia de relações entre os educadores, educandos e suas famílias e em se tratando de avaliação, esta é uma relação tensa. Portanto, a reconstrução da prática avaliativa supõe professores com formação crítica, capazes de ampliar seu horizonte de compreensão e o reconhecimento da necessidade de uma formação constante, bem como, disposição para ser sujeito da mudança e construir algo diferente.

Como analisar a prática avaliativa que acontece em nossas escolas? Por que o discurso do professor é inovador e crítico, enquanto sua prática é conservadora e tradicional? O que dá origem a esta contradição? Velhos mitos estão arraigados na prática avaliativa que desde sempre esteve a serviço do autoritarismo dos professores.

Hoffmann (2001) acredita que a contradição entre o discurso e a prática de alguns educadores e principalmente a ação classificatória e autoritária exercida pela maioria, encontra explicação na concepção de avaliação do educador, reflexo de sua história como aluno e professor. Existe a vontade de fazer diferente, porém não se sabe como fazer... Assim, o primeiro passo seria tomar consciência destas influências para que não se venha a reproduzir o que se contesta no discurso: o autoritarismo e a arbitrariedade.

Ao longo dos tempos, teoria e prática aparecem em lados opostos, como se fossem dissociados, e o “estado” desta relação é objeto de críticas e controvérsias onde acentua-se exatamente a ausência da mesma.

Retomando a discutida relação teoria/prática, assumimos que ela não pode ser vista como uma correlação mecânica; tratamos de compreender a relação que há entre estes dois mundos que compõem o humano. A construção do pedagógico é feita por homens que sonham, sentem, projetam, mas vivem num mundo histórico, de relações concretas, onde a teoria de constrói. Logo, privilegiar o ensino teórico, baseando a formação de professores somente na literatura, sem a ponte com o cotidiano, significa colocar a prática a um plano sem relevância para a compreensão do que significa o ato docente. (NOGARO, 2002, p.276)


Assim sendo, percebemos que a contradição existente entre o que o professor faz e o que acredita tem suas raízes também na formação dos mesmos. Quem educa o educador? Tendo em vista que o ser docente se constrói nas relações com o mundo, com os outros e com as contingências que o levam a optar pelo magistério, é preciso que se busque um debate acerca desta contradição. Percebe-se essa discrepância até no curso de Pedagogia, pois muitos dos nossos educadores defendem um tipo de teoria enquanto age de acordo com outra. Estabelece-se uma relação dicotômica entre a teoria e a prática, pois os educadores não conseguem possibilitar a coexistência dos dois termos num mesmo processo.

A avaliação sempre foi uma atividade de controle, que visava selecionar. Neste sentido o prazer de aprender desaparece, pois a aprendizagem se resume em notas e provas. O processo, ou o ato de realizar uma avaliação vai além disto, estando inserido dentro de um ensino integral, onde o professor acompanha o processo desenvolvido pelo educando, auxiliando-o em seu percurso escolar, fundamentando-se no dialogo, reajustando continuamente o processo de ensino de forma a que todos consigam alcançar com sucesso os objetivos definidos, revelando suas potencialidades.

A avaliação é utilizada pela maioria dos professores para motivar os alunos, impor determinados comportamentos, enfim, é um mecanismo de controle que desencadeia uma relação de poder. Isso tudo é fruto da própria formação dos educadores, eles vêem de uma escola/sociedade conservadora e tradicional e, por mais que ampliem os seus conhecimentos sobre o assunto e consigam até, no discurso, mudarem o pensamento, a velha prática parece estar impregnada e vai além do pensamento, parece ser um ato mecânico e involuntário.

Luckesi (2005) afirma que o medo e o fetiche são mecanismos imprescindíveis numa sociedade que não opera na transparência, mas sim nos subterfúgios, e a avaliação em nossas escolas está muito mais articulada com a reprovação do que com a aprovação, e daí vem a sua contribuição para a seletividade social. A nota é que determina tudo e é em função dela que se vive a prática escolar.

É desconfortável para qualquer educador o rótulo de que a avaliação serve como instrumento de coação, de controle, ainda mais quando se tem em mente uma conotação negativa desta ação de controlar. Trazer este assunto para a discussão é considerado por eles uma forma de agressão ao professor, profissional este, que ainda não sabe realmente qual é a sua identidade, no discurso ele pode até ser coerente com as mudanças, mas na prática, a baixa auto-estima em relação a si próprio é um fator que prejudica o avanço das discussões sobre a avaliação e as mudanças que são urgentes e necessárias para que possamos pensar em uma educação de qualidade.

Os processo escolares de avaliação constituem instrumento de controle no âmbito do exercício da autoridade do educador. Uma autoridade enraizada tanto no conhecimento quanto na natureza da função desempenhada. (MACHADO, 2000, p.89).

A dicotomia entre a teoria e a prática da avaliação nas escolas, digo avaliação no sentido de acompanhamento da aprendizagem dos alunos, gera conseqüências graves e sem retorno. A falta de discernimento de quem é a culpa no fracasso da aprendizagem dos alunos traz para o ambiente escolar o descrédito da sociedade, que há muito tempo deixou de acreditar na capacidade da escola pública para ensinar os seus filhos. O maior exemplo disso é que a grande maioria dos professores que trabalham nas escolas públicas não coloca os seus filhos para estudar na escola onde trabalha. Se os profissionais que fazem a escola pública não acreditam na mesma, qual o futuro da escola para os pobres? Como a educação pode transformar a sociedade?

É preciso um trabalho de autoformação do professor, para compreender de modo crítico as relações entre a prática social e a educação. O trabalho escolar formativo fica comprometido, se não leva à assimilação crítica das contradições sociais. (...) o professor precisa, portanto, de uma teoria que explicite a direção pretendida para a tarefa educativa de humanização do homem, extraída de uma concepção de educação enquanto pratica social transformadora. Essa teoria se alimenta da prática, isto é, das exigências concretas da situação pedagógica. (LIBÂNEO, 2003, p. 78)

Apesar da formação continuada implantada pelos órgãos que promovem a educação nas esferas federais, estaduais e municipais, e que a maioria dos profissionais de educação tem “acesso” a conhecimentos atuais sobre educação, inclusive sobre avaliação da aprendizagem, embora na maioria das vezes esses conhecimentos chegam de forma fragmentada, e do discurso do professor sofrer mudanças, a sua prática continua a mesma, ou seja, o momento crucial da avaliação é ainda o resultado dos testes e provas, portanto, a nota que o aluno conseguiu é tudo o que o professor analisa como aprendizagem durante o percurso do aluno, seja no bimestre ou no final do ano.

REFERÊNCIAS:

FERREIRA, Lucinete. Retratos da Avaliação: conflitos, desvirtuamentos e caminhos para a superação. Porto Alegre: Mediação, 2002.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as retas do caminho. Porto Alegre: Mediação: 2001.
_________________. Pontos e Contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 1998.
_________________. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Mediação, 2003.
_________________. O Jogo do Contrário em Avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2005.

LIBÂNEO, José Carlos. A Democratização da Escola Pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 2003.

LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2005.
_________________. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.

MACHADO, Nilson José. Educação: Projetos e Valores. São Paulo: Escrituras Editora, 2000.

NOGARO, Arnaldo. Teoria e saberes docentes: a formação de professores na Escola Normal e no Curso de Pedagogia. Erechim: EDIFAPES, 2002.

RABELO, Edmar Henrique. Avaliação: novos tempos, novas práticas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

RELATO DE EXPERIÊNCIA - HISTÓRIA - C7

RELATO DA EXPERIÊNCIA OBSERVADA
Ana Lúcia Seixas Oliveira
Maria Antonieta Menezes
Essa experiência foi vivenciada na escola Lucas Cardoso Costa, integrada a Rede Municipal de ensino, localizada na Avenida Justiniano de Castro Dourado s/n, Lapão-Bahia, atendendo alunos do Ensino Fundamental I e II nos turnos matutino, vespertino e Educação de Jovens e Adultos a EJA à noite. Essa escola dispõe de um espaço físico ótimo, com as salas de aula amplas e arejadas, sala para multimídia, diretoria, laboratório de informática, área externa murada, oferecendo segurança e bem estar para a comunidade estudantil e funcionários. O sistema de ensino oferecido pela escola é em forma de série e ciclo (EJA) e por disciplina, dividido em 04 unidades, contemplando a carga horária de 200 dias letivos ao ano.
A escola funciona de maneira integrada em observância ao Projeto Político Pedagógico, onde os problemas são compartilhados não só com a equipe escolar, mas com a comunidade local, pois, essa escola e um referencial para a sociedade, por estar inserida numa cidade pequena, todos os acontecimento sociais refletem na escola, com isso, possibilitando planejar e desenvolver ações que contribuem para a transformação social.
Ao observar a aula de Historia para alunos da 7ª serie A, percebemos que os objetivos propostos no plano de aula da professora regente, não foram alcançados, devido á metodologia tradicional usada. Durante a aula a professora expôs o assunto através de aula explicativa, perguntas dirigidas e utilização de questionário do livro didático como fixações do assunto, enquanto os alunos permaneceram de forma passiva o tempo todo e isso demonstra o porquê da falta de interesse do aluno para com a disciplina Historia.
Sabe-se que o objetivo dessa disciplina é desenvolver o senso crítico e reflexivo do aluno, só que para alcançar tal objetivo é necessário desenvolver um trabalho pedagógico com metodologia motivadora que desperte no aluno o interesse em participar do processo como agente ativo na construção da aprendizagem. E isso não esta ocorrendo com essa turma, percebe-se uma ansiedade dos alunos em atividades mais dinâmicas, como debates, trabalhos em grupos, utilização de recursos tecnológicos como um filme, construção de painel etc. Onde o aluno seja instigado a pesquisar e construir a própria aprendizagem.
Nota-se que as iniciativas quanto à interdisciplinaridade são poucas, apesar do acompanhamento pedagógico que a equipe docente recebe. Existe uma preocupação por parte do professor em seguir os conteúdos do livro, sem com isso considerar que hoje em dia os alunos recebem um grande número de informações sobre as relações interpessoais e coletivas por intermédio dos meios de comunicação. Muitos têm a oportunidade de conhecer em seu próprio ambiente familiar memórias de outra época. Alguns lêem jornais, revistas e livros, muitos assistem à televisão, ouvem rádio, apreciam musicas, conversam e trocam idéias com parentes e amigos, vão sozinhos à escola, utilizam transporte coletivo, circula pelos espaços físicos e sociais. Todas essas são vivencias que lhes fornecem informações valiosas, sobre as quais o professor por meio do dialogo, do debate e da crítica inerente à sua pratica docente, pode atuar como agregador e catalisador.
A ação educativa requer que o professor realize diagnósticos sobre como os alunos estão compreendendo os temas de estudo e identifique quais os procedimentos e atitudes que favoreçam a compreensão dos temas que serão trabalhados para tanto a interdisciplinaridade complementaria todo esse conhecimento prévio do aluno. Mas na pratica diária do professor, não se encontra esse procedimento de integração das áreas, salvo em um momento especifico que é durante a feira de conhecimento realizada anualmente ai sim, é desenvolvido um projeto interdisciplinar para toda a escola e o alunado se joga de corpo e alma nesse empreendimento educacional.
Quanto às atividades desenvolvidas durante a aula observada, como já foi relatado anteriormente, a apresentação do assunto foi feita listando na lousa os itens que seriam expostos em seguida através de aula expositiva, sem interação do aluno, concluindo com um questionário respondido em dupla e verificado logo em seguida, Para essa aula foram usados os seguintes recursos: livro do aluno, lousa, giz e gravuras.
Desta forma é impossível se chegar a um resultado satisfatório, pois o ensino se resumiu na transmissão de conhecimentos enquanto se espera um ensino transformador, segundo Pimenta (2006), (...) quando se está ensinando, está se ensinando personalidades históricas e socialmente situadas. Trata-se de formar personalidades para a sociedade onde se está e que se quer transformar, está ai presente, pois, a tensão entre a educação como acomodação e a educação como transformação.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais, tanto nos objetivos educacionais que propõem quanto na conceitualização do significado das áreas de ensino e dos temas da vida social contemporânea que devem permeá-los, adotam como eixo o desenvolvimento de capacidades do aluno, processo em que os conteúdos curriculares atuam não como fins em si mesmos, mas como meios para a aquisição e desenvolvimentos dessas capacidades. Neste sentido, o que se tem em vista é que o aluno possa ser sujeito de sua própria formação, em um complexo processo interativo em que também o professor se veja como sujeito de conhecimento.
No contexto da proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais se concebe a educação escolar como uma prática que tem a possibilidade de criar condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para construir instrumentos da realidade e de participação em relações sociais, políticas e culturais diversificadas e cada vez mais amplas, condições essas fundamentais para o exercício da cidadania na construção de uma sociedade democrática e não excludente.
Essa atividade de observação da pratica docente, veio demonstrar a importância da motivação ao desenvolver uma pratica educativa, seja em qualquer área, série ou ciclo, é fundamental a reflexão didática, a troca de experiência, o debate, o desenvolvimento de ações inovadoras, o uso das tecnologias, enfim a busca constante do conhecimento irá subsidiar a complexidade da pratica educativa que cabe ao professor na formação do cidadão consciente de seus direitos e deveres para com a sociedade.
“Não há caminho algum para a transformação: a transformação é o caminho”. Paulo Freire

REFERENCIAS:

FREIRE, Paulo - Pedagogia do Oprimido. 42ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 1990.
FREIRE, Paulo - (Donaldo Macedo) – Alfabetização, leitura do mundo, leitura da palavra. São Paulo: Paz e Terra, 1995.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. História – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Temas Transversais – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Introdução – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.
PIMENTA, Selma Garrido. O Estagio na Formação do Professor: Unidade Teoria e Pratica. São Paulo: Cortez Editora, 2006.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

PLANO DE AÇÃO - HISTÓRIA - C7


TÍTULO DO PLANO: Construindo A Prática Pedagógica no Ensino de História através da Leitura de Textos e do uso das Novas Tecnologias.

IDENTIFICAÇÃO:

Este plano de ação será executado na Escola Antonio Marcolino Vieira, nas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental II, no primeiro semestre - I unidade, nos turnos matutinos e vespertinos, atendendo aproximadamente 100 alunos, na disciplina de História, pelas estagiárias: Celina Machado, Graciélia Pereira Nunes, Maria Neta Benta Ramada e Maristélia Honorinda de Souza, alunas da FTC EAD, Unidade Pedagógica da cidade de Lapão, Estado da Bahia.

IDENTIFICAÇÃO DA AÇÃO:

Durante as observações realizadas numa escola da Rede Municipal de Lapão-Ba, nas turmas de 5ª e 6ª série, percebemos que os alunos enfrentam dificuldades de leitura e escrita, além dos professores ensinarem a disciplina ainda de forma tradicional, utilizando na maior parte do tempo o livro didático e os exercícios contidos nele, transformando o ensino de história num momento sem atrativo para os alunos. Diante dessa constatação, resolvemos elaborar o nosso plano de ação: Construindo a Prática Pedagógica no Ensino de História através da Leitura de Textos e do uso das Novas Tecnologias, para intervir nessa situação, contemplando não só o problema de metodologia do professor como também as dificuldades dos alunos com a leitura, a escrita e a interpretação.
Pretende-se trabalhar a prática pedagógica, especialmente no que diz respeito à compreensão, por parte dos alunos, dos conceitos na disciplina História, através dos diversos tipos de textos disponibilizados pela tipologia textual e das novas tecnologias como instrumento para a produção textual. Tal ênfase, apoia-se no entendimento de que a aprendizagem de determinados conceitos científicos (de caráter mais abstrato e cuja viabilização ocorre através da educação formal) são fundamentais para a compreensão de conceitos históricos. Como mediador deste processo de aprendizagem, nosso objetivo será proporcionar ao professor a oportunidade de compreender o processo de aprendizagem destes conceitos, viabilizando em sala de aula as condições para que o mesmo se constitua.
Quanto à prática pedagógica no ensino de História, sabemos que não se aprende História apenas no espaço escolar. As crianças e jovens têm acesso a inúmeras informações, imagens e explicações no convívio social e familiar, nos festejos de caráter local, regional, nacional e mundial. São atentos às transformações e aos ciclos da natureza, envolvem-se com os ritmos acelerados da vida urbana, da televisão e dos videoclipes, são seduzidos pelos apelos de consumo da sociedade contemporânea e preenchem a imaginação com ícones recriados a partir de fontes e épocas diversas. Nas convivências entre as gerações, nas fotos e lembranças dos antepassados e de outros tempos, crianças e jovens socializam-se, aprendem regras sociais e costumes, agregam valores, projetam o futuro e questionam o tempo. (PCN, 1998, p. 37,38).
No meio escolar (alguns professores), acredita-se que a imagem bloqueia as possibilidades de leitura. Na verdade, tudo não passa de conjecturas, pois como diz MILANESI: “a afirmação oposta, de que a imagem estimula a leitura também é válida”. Em realidade, hoje o que mais se verifica é que o visual e escrita interagem na busca de respostas, sendo que a leitura e a escrita aliam-se ao cinema, à TV e ao vídeo na tentativa de captar e explicar melhor este nosso mundo que se expande mais e mais a cada dia.

ABRANGÊNCIA:

O estágio será realizado na Escola Antonio Marcolino Vieira, localizada na comunidade de Aguada Nova, no município de Lapão, estado da Bahia. A Escola é organizada por série, atendendo ao Ensino Fundamental II, contendo a seguinte estrutura administrativa: Direção, professores, coordenação. Atende alunos de 5ª a 8ª série e EJA – Educação de Jovens e Adultos dos 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. O plano propõe um trabalho pautado na exploração dos diversos tipos de textos pelos alunos e no uso efetivo das novas tecnologias pelo professor e pelos alunos. Este plano de ação irá atender a uma necessidade da escola em relação aos alunos de 5ª e 6ª séries, que é a dificuldade de leitura, escrita e interpretação dos diversos tipos de textos. Iremos atender alunos na faixa etária entre 11 e 15 anos de idade.
OBJETIVOS:

Promover uma melhoria qualitativa no processo de ensino e aprendizagem da disciplina História nas turmas de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, utilizando textos diversificados e as novas tecnologias como norteadores da prática pedagógica.
Contribuir com o aumento do desempenho dos professores na sala de aula, através da melhora do uso das estratégias metodológicas, tornando o ensino de História mais atrativo para os alunos.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS:

Pretendemos propor aos alunos atividades que despertem o interesse e o gosto pela leitura de textos históricos, através do uso de textos diversificados e das novas tecnologias.

1- Produção textual: serão utilizados textos xerografados, textos de revistas, jornais e livros, leitura de imagens, documentários e filmes, como instrumentos para a realização da produção textual, pautado na tipologia textual e nos uso das novas tecnologias (computador, Internet, TV e DVD).

2- Produção de cartazes: Apresentação de trabalhos em grupo, utilizando como recurso o papel metro, piloto, fita adesiva, figuras de livros, revistas e jornais, etc.

3- Roda de leitura: usar os textos dos conteúdos para a realização de trabalhos/pesquisa na internet/biblioteca em grupo e promover a apresentação e debate em forma de roda de leitura.

4- Aulas expositivas e explicativas tendo como recurso o quadro, giz e retro-projetor, etc.

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES:

Co-participação: período de 16/03 a 15/04/2009
Regência: período de 22/04 a 23/05/2009.
Tratamento estatístico: 25/05 a 28/05/2009.
Conclusão/encerramento: 29/05/2009.
Elaboração do relatório parcial: 01/06 a 13/06/2009.
Atividades extraclasses: período de 16/03 a 23/05/2009.

RESULTADOS ESPERADOS:

Esperamos alcançar com a realização deste projeto, uma maior compreensão, por parte dos professores e dos alunos, dos conteúdos abrangidos na disciplina História, através de do uso da tipologia textual e das novas tecnologias, o que contribuirá para o seu desenvolvimento cognitivo e social.

AVALIAÇÃO:

A avaliação é parte integrante do processo ensino/aprendizagem e ganhou na atualidade espaço muito amplo nos processos de ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. Neste projeto a observação individual e coletiva dos alunos fará parte da prática do aluno/estagiário tanto no período de co-participação quanto no de regência.
A avaliação, tal como concebida e vivenciada na maioria das escolas brasileiras, inclusive na escola observada durante as atividades de PPP – Pesquisa e Prática Pedagógica III, tem se constituído no principal mecanismo de sustentação da lógica de organização do trabalho escolar e, portanto, legitimador do fracasso, pois ela é tratada, principalmente na disciplina de História, de forma totalmente tradicional.
Segundo Perrenoud (1999), a avaliação da aprendizagem, no novo paradigma, é um processo mediador na construção do currículo e se encontra intimamente relacionada à gestão da aprendizagem dos alunos.
As estratégias utilizadas para a avaliação ocupam sem duvida espaço relevantes no conjunto das práticas pedagógicas aplicadas ao processo de ensino e aprendizagem. Avaliar, neste contexto, não se resume à mecânica do conceito formal e estatístico; não é simplesmente atribuir notas, obrigatórias à decisão de avanço ou retenção em determinadas disciplinas.
Para Oliveira (2003), devem representar as avaliações aqueles instrumentos imprescindíveis à verificação do aprendizado efetivamente realizado pelo aluno, ao mesmo tempo em que forneçam subsídios ao trabalho docente, aperfeiçoamento do processo de ensino e aprendizagem. E este é o grande dilema da avaliação da aprendizagem.
Neste plano de ação para o estágio supervisionado I iremos tratar da avaliação enfocando os processos qualitativos e quantitativos.
QUALITATIVA: Os instrumentos de avaliação qualitativa utilizados serão a observação e o acompanhamento diário dos alunos, individualmente e no coletivo, acerca do processo de ensino/aprendizagem, enfocando os aspectos cognitivos, procedimentais e atitudinais.

QUANTITATIVA: Os instrumentos utilizados para avaliação quantitativa serão cinco: produção textual individual (1); apresentação de trabalho em grupo (1) e prova (1) no final da unidade, seguindo os critérios de notas estabelecidos pela escola. Ex: a produção textual (2,0), o trabalho em grupo (2,0) e a prova (4,0), somando com os 2,0 da nota qualitativa.

ATIVIDADES EXTRACLASSES:


1- Visita ao infocentro: contato com as novas tecnologias como instrumento de construção de conhecimento. (pesquisa e jogos)
2- Oficinas: escolha do tema na escola, junto com a equipe de professores. Realização no sábado letivo.
3- Palestra: escolha de temas relevantes para a realidade da escola/comunidade em conjunto com a direção e professores da escola. Realização no sábado letivo.

REFERÊNCIAS:

MILANESI, A. L. A Casa da Invenção. São Paulo: Ateliê, 2003.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. História – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.
Perrenoud, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed, 1999.
http://www.colegiosantamaria.com.br/santamaria/aprendamais/artigos/ver.asp?artigo_id
http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/126258
http://www.gestiopolis.com/Canales4/rrhh/aprendizagem.htm

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E FELIZ 2009!!!

CHEGOU O NATAL!!!!

O Natal não são os enfeites, não é a neve, não é a árvore, papai noel, presentes, nem a chaminé. O Natal é o calor que volta ao coração das pessoas, a generosidade de compartilhá-la com outros e a esperança de seguir adiante.


A UP de Lapão- BA deseja a toda a Família FTC EAD um NATAL de muita PAZ, AMOR, HARMONIA e um 2009 cheio de ESPERANÇA e FELICIDADE e que todos os SONHOS se realizem!!!
QUE DEUS NOS ABENÇÕE SEMPRE!!!!
Um ABRAÇO para todos!!!

Teofilândia Lima e Kelly Coimbra.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

PROJETO DE INTERVENÇÃO - C 7 - LETRAS

PROJETO DE LÍNGUA PORTUGUESA
AS DIVERSIDADES LINGÜÍSTICAS: “FALA É MEMÓRIA”


Eliete Batista Machado Oliveira

Ouvir alguém falar não é como tornar a ouvi-lo através de uma maquina: o que ouvimos, quando temos um rosto diante de nós, nunca é o que ouvimos, quando, diante de nós, há uma fita que gira. Um reduzir de olhos, em agitar as mãos, às vezes, torna aceitável a frase mais idiota. Mas sem aquelas mãos, sem aqueles olhos, a frase se desnuda em toda a sua desconcertante idiotice.

PROBLEMA:
“Pouca valorização da oralidade cultural”
As diferentes modalidades de uso da língua sempre despertam na comunidade escolar curiosidade que nos leva a refletir sobre esse código- língua que admite tentos dialetos, tanta diversidade nas formas de se expressar para externar sentimentos, emoções, dar opiniões, quer seja pela escrita, quer seja pela oralidade.
E, por ser a oralidade a forma mais prática e rápida de levar informações e divulgar culturas que este projeto se detém a estudar a importância destes textos tão pouco utilizado dentro da escola.

PÚBLICO- ALVOS:
O projeto será direcionado a educadores técnicos e gestores de uma escola pública estadual de Presidente Dura- BA de ensino fundamental, alunos de 3° ciclo (6° ano- 5ª série) e integrantes da comunidade (pais, parentes, amigos).

JUSTIFICATIVA:
É importante trabalhar pedagogicamente com as diferenças entre duas modalidades oral e escrita para que a escola possa a partir da modalidade oral de que o estudante é portador, encaminhar melhor o aprendizado, utilizando-se do contexto social- cultural em que está inserido para valorizar culturas locais e/ou regionais, tomando por base uma listagem de sugestões de medidas para a preservação do patrimônio cultural local, cuja integridade certamente se acha ameaçada pelo fenômeno da globalização ou por outros fatores: desinteresses da população e das autoridades.
Outra maneira de problematizar as manifestações culturais locais seria partir de perguntas como: A cultural local está ou não sofrendo influências de agentes externos e como se dá essas influências?
Diante disso, faz-se necessário a conscientização de que, o ser humano faz, o ser humano é o único animal que consegue intervir na natureza e deixar sua marca. Consegue modificar o clima e o aspecto do lugar onde vive; consegue modificar plantas e animais. E nisso ele se vale das mãos.
Toda criação humana é cultural. A cultura não é algo natural, que seja conseqüência de leis físicas ou biológicas; é resultado da construção humana.
Para gerar e transmitir sua cultura, o ser humano depende da linguagem, que pode ser verbal (a língua falada e escrita) e não verbal (qualquer linguagem que não utilize palavras).
Vimos à importância da mão e da ferramenta para o ser humano intervir no mundo e produzir cultura. Mas a mão, por si só, não produz trabalho e bens culturais. Para que essa produção ocorra, é necessário que haja a linguagem e pensamentos, pois reconhecemos que temos que conviver com as diferenças individuais e culturais das diversidades que se manifestam na originalidade e na pluralidade de identidade que caracterizam os grupos e as sociedades que compõe a humanidade.

OBJETIVOS:
1. GERAL:
Proporcionar ao educando a oportunidade de conhecer culturas e tradições, em textos orais, locais e regionais, ainda conservados por algumas comunidades e pouco trabalhados na escola uma vez que, não há registro escrito dos mesmo.

2. ESPECÍFICOS:
· Refletir os fenômenos da linguagem (oralidade), particularmente os que tocam a questão da variedade lingüística, combatendo a descriminação relativa a tradições culturais “sem história” (registro escrito por escritor renomado ou não);
· Identificar, em cada região do municípios, as culturas e/ou tradições orais conservadas por cada comunidade;
· Conscientizar o aluno da produção cultural de sua comunidade;
· Empregar, na análise dessa produção, os conceitos ou sintetizados pela intervenção da escola;
· Inserir o aluno, como produtor ou interlocutor, no circuito de sua comunidade

REVISÃO LITERÁRIA:
A Língua Portuguesa, como qualquer outra língua, não é homogenia. Ela é construída de muitas variedades, determinadas pela situação histórica, geográfica, social e etária, modalidade (oral ou escrita), situação de comunicação e etc. embora diferentes todas as variedades, prestigiadas socialmente ou não, possuem organização estrutural e correspondem, as necessidades dos falantes.
A idéia de que nosso país tenha uma só língua, uniforme e estática, a escola talvez seja o espaço que mais estimula e sedimentam preconceitos decorrentes desse equivoco, sem falar na mídia e em outras instituições.
A existência de línguas epígenas, por exemplo, é ignorada, assim como são ignoradas muitas variantes da língua portuguesa, como a dos redutos de imigrantes, em que o português acaba sofrendo transformações profundas em relação à chamada norma- padrão, para não falar nas variantes regionais, que muitas vezes são consideradas não como variantes, mas como verdadeiras “deformações” de uma língua ideal, a respeito da qual sempre se pensam em termos de certo/errado.
Segundo Bagno, considera indispensável o incentivo ao uso da norma culta, especialmente nas manifestações lingüísticas de maior importância e alcance sócio- cultural e nas que visem à comunicação entre as diferentes regiões do país. Mas como escreve no Preconceito Lingüístico, esse incentivo não precisa vir acompanhado do desdém, do menosprezo, da ridicularização das outras inúmeras normas lingüísticas que existem dentro do universo brasileiro da língua portuguesa.
A Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional (LDB), Lei n°.9.394, de 20 de Dezembro de 1996- Títulos I DA EDUCAÇÃO- art. 1º diz: A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
A secretaria de educação à distância- Ministério da educação, relata que, a composição cultural brasileira tem-se caracterizado pela plasticidade e pela permeabilidade, incorporando no cotidiano a criação e a recriação das culturas de todos os povos que aqui vivem originários dos diferentes continentes. “Por isso”, fortalecer a cultura própria de cada grupo social, cultural e étnico que compõe a sociedade brasileira, promover seu reconhecimento, valorização e conhecimento mutuo, é fortalecer a igualdade, a justiça, a liberdade, o diálogo, e, portanto, a democracia.
O professor deve ter sempre em mente que seu papel é o de agente de transformação social e como tal pode, pela educação, combater, no plano das atitudes, a descriminação manifestada em gestos, comportamentos e palavras, que afasta e estigmatiza grupos sociais.
Cabe ao professor construir relações de confiança para que o aluno possa percebe-se e viver, antes de mais nada, como ser social. A manifestação de características sociais que esse aluno venha partilhar com seu grupo de origem pode ser trabalhada como parte de sua circunstancias de vida. Cabe ao professor, ainda, reconhecer e valorizar a diversidade cultural brasileira, buscando superar as discriminações, consciente de que estará sobre um dos mecanismo de exclusão e cumprindo uma tarefa essencial para a promoção da cidadania.

METODOLOGIA:
A metodologia tem como finalidade apresentar de um modo atraente e didático as estruturas que serão estudadas.
Todavia, para realização desse projeto faz-se necessário o cumprimento dos seguintes métodos:
· Pesquisar “causos”, contos e/ou história contada por moradores antigos do município e fazer um trabalho de gravação desses textos orais;
· Trazer gravações para a sala de aula e ouvi-las;
· Cada grupo tentar transcrever o texto da oralidade para a escrita reproduzindo-o da maneira como foi dito (prolongando a silaba, fazendo pausa, etc.);
· Produzir dicionários de dialeto local com a participação da comunidade e pessoas idosas (principalmente0, respeitando, enaltecendo e enriquecendo a cultura de nosso povo, mostrando as diversidades da nossa língua no pronunciamento de algumas palavras como, por exemplo: Bola= futebol amador, bate- bola, pelada. Jerimum= abobora. Macaxeira= mandioca. Mexerica= tangerina. Beiju= tapioca, etc.
· Fazer uma retextualização deste texto, isto é, reescrever de acordo com as regras da norma culta, se assim for necessário;
· Realizar um debate com as diferenças entre duas modalidades da língua- oralidade e escrita;
· Registrar (coletânea) os melhores “causos”, contos e/ou história, respeitando a sua originalidade;
· Para atividades extras_ classes, serão ministradas através de gincanas (com músicas com linguajar regional, dinâmico, etc.);
· Leitura de textos para conquista da pronúncia;
· Análise de textos para reforçar conhecimentos.

RECURSOS:

HUMANOS:
· Alunos
· Professor
· Direção
· Comunidade.

MATERIAIS:
· Lousa, giz e apagador
· Papel sul fite, cartolina, fita adesiva, pincel atômico e tesoura.
· Livros, revistas jornais e internet.

ÁUDIOS- VISUAIS:
· Vídeo, TV e aparelho de som
· Retroprojetor
· DVD

CRONOGRAMA:
FEVEREIRO
· Apresentação do projeto para os professores e a direção da escola;
· Apresentação do projeto para os alunos da turma de 5ª série da escola;
· Início das atividades de co-participação.
MARÇO
· Término da co-participação;
· Início das atividades de regência;
· Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade.
ABRIL
· Término das atividades de regência;
· Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade;
· Encerramento do estágio.
· Produção do relatório final individual.


RESULTADOS ESPERADOS:
Esperamos que esses ensinamentos de dêem de forma proveitosa, uma vez que, o aluno e sua comunidade precisam ser e se sentir valorizados e respeitados pela cultura que trazem e que isto seja uma condição básica para que a escola possa fazer parte do contexto sócio- cultural dos seus alunos, procurando assim, desenvolver habilidades que irão de encontros com a pluralidade cultural do país.
Dentre essas e outras metas podemos destacar:
· Promover a interação da escola e comunidade;
· Contribuir para amenizar os problemas dos dialetos regionais;
· Valorizar o idioma e respeitar o dialeto da comunidade;
· Enaltecer e valorizar a cultura regional;
· Contribuir com a atuação dos professores na sala de aula.

REFERÊNCIAS:
ALCOFORADO, Doralice F. Xavier. O conto popular. Separada da revista Lusitana; Nova Série, nº. 18, Lisboa, 1985.
BAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico, São Paulo, Loyola, 1997.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. São Paulo, Paz e Terra, 1979.
LDB- Lei de Diretrizes e Base da Educação- Lei nº. 9.394 de 20/12/1996.
LIMA, Lauro de Oliveira. A construção do homem segundo Piaget, São Paulo, Summus, 1984.
Secretária do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa: 3º e 4º ciclo, Brasília, MEC, 1997- Educação de jovens e adultos.
UNESCO- Declaração Universal sobre Diversidade Cultural.
VIGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem, São Paulo, Martins Fontes, 1989.

PROJETO DE INGLÊS
“PROJEÇÃO DOS CONHECIMENTOS: LEITURA”

Eliete Batista Machado Oliveira

Os cognatos ou palavras transparentes são importantes aliados para os alunos de uma língua estrangeira, pois sentem mais seguros e encontram nelas pontos de apoio para compreender melhor a tradução e a aquisição de conceitos.

PROBLEMA:
Conhecendo as dificuldades encontradas no domínio da Língua Inglesa em todas as séries, principalmente no 3º ciclo do Ensino Fundamental, e a importância das ações para o trabalho com a leitura dos fatores que contribuem para essa defasagem é a carência de alguns recursos como, por exemplo, o livro didático, que na maioria das vezes é a única e exclusiva fonte que o educando possui e que, porém esse material nem se quer chega em números suficiente na escola.
Por outro lado, o mercado de trabalho vem requisitando cada vez mais, profissionais capacitados construtivos e reflexivos e que tenham acesso ao conhecimento da língua inglesa, pois o estudo de Inglês, hoje, como segunda língua, é a chave que nos permite ampliar nossas perspectivas culturais e profissionais e que, quando o indivíduo não tem preparação de conhecimento, e valorização a leitura consequentemente estará despreparado para enfrentar uma língua que invade todos os meios de comunicação, o comércio, a ciência, a tecnologia no mundo atual.

PÚBLICO-ALVO:
O projeto será direcionado a educadores técnicos e gestores de uma escola pública estadual de Presidente Dutra - Ba de ensino fundamental, alunos de 3º ciclo (6º ano - 5ª série) e integrantes da comunidade (pais, parentes, amigos)

JUSTIFICATIVA:
A aquisição de conhecimentos constitui um dos principais desafios para os educadores, comprometidos com a educação de qualidade, já que as principais dificuldades encontradas na prática pedagógica, os interligados a este campo, e que, através deste projeto possamos acelerar a busca incessante de conhecimentos e valorização da capacitação do educando, em busca de um mundo desafiando, enfrentando e dominando a nova era das tecnologias, pois, aprender outra língua é, principalmente, ampliar nosso próprio universo, procurando trabalhar modalidade (com ênfase na leitura) e atividades em que o aluno é levado a utilizar estratégias de aprendizagem e de raciocínio crítico, pois dessa forma, os alunos não só aprendem a língua inglesa como também aprendem a aprender, empregando estratégicas como: classificar, inferir, aplicar conhecimentos prévio, tirar conclusões, selecionar e organizar informações entre outros.
Quanto a construção do conhecimento em sala de aula, acreditamos ser um processo essencialmente cultural e social no qual alunos e professores participam, interagindo, na construção de um conhecimento conjunto.
O projeto visa oferecer condições para que o educando desenvolva maior gosto pelo domínio dos conteúdos, reforçando o domínio da escrita e pronúncia e possibilitar uma melhor integração e domínio de aprendizagem como construção de conhecimento desafiando uma língua que invade os nossos lares e mercados de trabalho.

OBJETIVOS:
1. GERAL:

· Estimular o aluno a vivenciar uma experiência de comunicação humana, pelo uso de uma língua estrangeira, no que se refere a novas maneiras de se expressar e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes ou maneiras de agir e interagir e as visões de seu próprio mundo, possibilitando maior entendimento de um mundo plural e de seu próprio papel como cidadão de seu país e do mundo.

2. ESPECÍFICOS:
· Revisar, ampliar e aprofundar as estruturas básicas da língua inglesa;
· Introduzir o estudo das estruturas mais complexas do idioma;
· Aumentar de maneira incisiva a compreensão da linguagem escrita através de textos, exercícios e testes de compreensão;
· Proporcionar ao aluno a aprendizagem de uma língua estrangeira em processo vivo, dinâmico, criativo e enriquecedor;
· Reconhecer que o aprendizado de uma ou mais línguas lhe possibilita o acesso a bens culturais da humanidade construídos em outras partes do mundo;
· Construir conhecimentos sistêmicos, sobre a organização textual e sobre como e quando utilizar a linguagem nas situações de comunicação, tendo como base os conhecimentos da língua materna;
· Construir consciência lingüística e consciência crítica dos usos que se fazem da língua estrangeira que está aprendendo;
· Ler e valorizar a leitura como fonte de informação e prazer, utilizando-a como meio de acesso ao mundo do trabalho e dos estudos avançados;
· Utilizar outra habilidades comunicativas de modo a poder atuar em situações diversas.

REVISÃO DA LITERATURA:
Haja vista que a responsabilidade da aquisição de conhecimento está sobre a escola, lembramos que o estímulo deve ser desenvolvido desde o início, para que o indívíduo possa atuar em situações de estudos avançados, pois no 3º ciclo do Ensino Fundamental, o educando já sente a necessidade de dominar a língua inglesa e confrontar com os desafios das novas tecnologias mundial.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Inglesa - (PCNs) 1988 diz: : Essa língua, que se tornou uma espécie de língua franca, invade todos os meios de comunicação, o comércio, a ciência, a tecnologia no mundo todo. É, em geral, percebida no Brasil como a língua de um único país, os Estados Unidos, devido ao seu papel atual na economia internacional. Todavia o inglês é usado tão amplamente como a língua estrangeira e língua oficial em tantas partes do mundo, que não faz sentido atualmente compreendê-lo como a língua de um único país. As pessoas podem fazer uso dessa língua estrangeira para seu beneficio, apropriando-se dela de modo crítico.
E reafirma dizendo: é esta concepção que se deve ter da aprendizagem de uma língua estrangeira, notadamente do inglês, usá-la para se ter acesso ao conhecimento em vários níveis (nas áreas científicas, nos meios de comunicação, nas relações internacionais entre indivíduos de várias nacionalidades, no uso de tecnologia avançadas). O acesso a essa língua, tendo em vista sua posição no mercado internacional das línguasS estrangeiras, por assim dizer, representa para o aluno a possibilidade de se transformar em cidadão ligado à comunicação global, ao mesmo tempo em que pode compreender, com mais clareza, seu vinculo como cidadão em seu espaço social mais imediato.
Marques (2006) afirma que, no mundo globalizado em que vivemos, saber inglês é fundamental, você não é apenas um cidadão, mas um cidadão do mundo - um espaço repleto de possibilidades e de esperanças, mas também de desafios, que só podem ser superados através da educação.
Segundo MARINO (2006) autoras de coleção Hello!, “aprender inglês é bem divertido”. E não só divertido, é fundamental para compreendermos o mundo e a época em que vivemos. Hoje em dia, o inglês está em toda parte: na TV, na internet, no cinema, na música, nas roupas, nos jogos eletrônicos, nos brinquedos e por aí vai... e que aprender inglês de verdade é: ver, ouvir, jogar, cantar e dramatizar situações com personagens que vivem ao nosso redor.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais também orientam que, o papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais no despertar do novo milênio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos. Vivemos numa era marcada pela competição e pela excelência, em que progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas para os jovens que ingressarão no mundo do trabalho.

METODOLOGIA:
A metodologia tem como finalidade apresentar de um modo atraente e didático as estruturas que serão estudadas.
Todavia, para a realização desse projeto faz-se necessário o cumprimento dos seguintes métodos:
· Exercício de verificação de aprendizagem;
· Exercício estruturais que poderão ser assimilados pelos alunos de uma forma dinâmica através da repetição em coro;
· Leitura de textos para conquista da pronúncia;
· Análise de textos para reforçar conhecimentos.

RECURSOS:
Humanos
– Alunos
– Professor
– Direção
– Comunidade
Materiais
– Lusa, giz e apagador
– Papel sulfite, catolina, papel metro, fita adesiva, pincel atômico e tesoura
– Livros, revistas, jornais e internet
Audios-visuais
– Vídeo, TV e aparelho de som
– Retroprojetor
– DVD
CRONOGRAMA:
FEVEREIRO
Apresentação do projeto para os professores e a direção da escola;
Apresentação do projeto para os alunos da turma de 5ª série da escola;
Início das atividades de co-participação.
MARÇO
Término da co-participação;
Início das atividades de regência;
Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade.
ABRIL
Término das atividades de regência;
Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade;
Encerramento do estágio;
Produção do relatório final individual.
RESULTADOS ESPERADOS:
Em análise à prática pedagógica, foi possível notar que o alunado, encontra muitas dificuldades quando o assunto é ler, interpretar e escrever a língua inglesa. Daí surgiu a necessidade de criar este projeto com o objetivo de intervir nas deficiências encontradas no domínio dos conhecimentos e aptidões, permitindo assim que o aluno se desenvolva e capacite em múltiplas habilidades e competências e que vá de encontro às suas necessidades e expectativas.
Dentre essas e outras metas podemos destacar:
· Promover a interação da escola e comunidade;
· Desenvolver a consciência no leitor de que as pessoas quando usam a linguagem fazem escolhas que refletem sua visão de mundo, preconceitos, etc;
· Contribuir com a atuação dos professores na sala de aula;
· Desenvolver atitudes crítica;
· Localizar e levantar informações em um texto.

REFERÊNCIAS:
· Brasil. Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira, MEC/SEC, 1998 - 120 P.
· MARQUES, Amadeu. Inglês falado e compreensão, Inglaterra, 2006.
· MORINO, Eliete Canesi. Hello, São Paulo - SP, 2006.
· MORINO, Rita Brugin de Faria, São Paulo - SP, 2006.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PROJETO DA TURMA DE LETRAS CIRCUITO 7

PROJETO DE LÍNGUA PORTUGUESA
LENDO ALÉM DAS PALAVRAS

Catiune Pires de Araújo


PROBLEMA:
Sabendo que a leitura e a escrita têm se tornado a maior preocupação na área educacional e social, e especialmente em crianças do 3º ciclo do Ensino Fundamental, percebe-se que um dos fatores que contribui para essa defasagem é a ausência de material didático disponível, a exemplo, do próprio livro didático do aluno, que na maioria das vezes é a única fonte de leitura que o aluno possui e, no entanto esse material não chega à escola em quantidade suficiente para que cada indivíduo tenha acesso. Por outro lado, o mercado de trabalho vem exigindo cada vez mais profissionais capacitados, criativos e reflexivos, e sabemos que, quando o indivíduo não tem habito de leitura, automaticamente há deficiência na escrita e conseqüentemente uma grave passividade em situações críticas e reflexivas.

PÚBLICO ALVO:

Este projeto será destinado a professores, equipe técnica e gestores de uma escola pública municipal de Ensino Fundamental da cidade de Lapão- BA , alunos de 3º ciclo (5ª série) do ensino fundamental e integrantes da comunidade (pais, parentes e amigos).

JUSTIFICATIVA:

O desenvolvimento da capacidade de leitura, interpretação e escrita, constitui um dos principais desafios para os educadores comprometidos com uma educação de qualidade, já que as principais dificuldades encontradas na prática pedagógica estão relacionadas a estes campos. A preocupação com os prejuízos que esta constatação pode trazer para o futuro dos educandos foi fundamental para elaboração deste projeto.
Afirmar que crianças e adolescentes têm dificuldades por causa da pobreza no seu ambiente de letramento, ou que a própria formação de um grande número de profissionais que não são leitores, tendo, no entanto, que ensinar a ler e a gostar de ler, seria ignorância. Pois, sabemos que inúmeros especialistas em dificuldades de aprendizagem afirmam que pouquíssimas crianças e adolescentes possuem comprometimento cognitivo real, ou seja, apenas um pequeno número de crianças e adolescentes não são capazes de aprender como os outros. Então se a esmagadora maioria das crianças é capaz de desenvolver as habilidades de leitura e escrita, é preciso agir urgentemente, já que a leitura não ensina apenas o próprio ato de ler, ela abrange sobre a linguagem escrita e principalmente a linguagem do mundo como um todo, podendo assim avançar em todos os campos do conhecimento, do educacional ao social.
Diante disso, faz-se necessário uma mudança de postura: precisamos tratar os nossos alunos como leitores plenos, e não como meros decifradores de textos. Isto implica colocá-los em contato com situações nas quais façam sentido ler. E, é justamente no Ensino Fundamental, que se constroem as competências básicas para a formação de um sujeito crítico capaz de entender o mundo que o rodeia e transformá-lo. Aprender a ler textos “verdadeiros” é condição para a formação de um leitor pleno, isto é, de alguém que sabe as diferentes finalidades da leitura e faz uso delas sempre que deseja ou necessita.

O Projeto “Lendo além das Palavras”; visa oferecer condições para que nossos educandos desenvolvam maior gosto pela leitura. O maior desafio a ser superado agora é conseguir despertar isso no maior número de crianças e adolescentes possível. Em outras palavras, o desafio é possibilitar aos nossos educandos uma melhor integração ao mundo em que vivem, sendo desta forma, capazes de “ler Além das palavras”, e o papel da escola é, sem duvida, garantir que isso aconteça na prática.


OBJETIVO GERAL:
Possibilitar ao educando o desenvolvimento crítico e reflexivo, bem como, despertar o interesse e gosto pela leitura e escrita, proporcionando assim a capacidade de interpretação e conscientização da importância do senso crítico no mundo globalizado.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Desenvolver e estimular o gosto pela leitura e a escrita;
· Reconhecer a leitura e a escrita como fonte de informações;
· Identificar e entender as relações indispensáveis entre a escrita e leitura;
· Valorizar a troca de idéias e opiniões;
· Identificar os diversos tipos de textos;
· Compreender textos orais e escritos, com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando os corretamente e inferindo as intenções de quem produz;
· Expressar idéias e valorizar atitudes de cooperação com os colegas;
· Produzir textos com coerência e coesão.

REVISÃO LITERÁRIA:
Visto que a responsabilidade da leitura e da escrita está sobre a escola, vale lembrar que esse estímulo deve ser desenvolvido desde os primeiros anos de vida da criança, pois, é nesta fase que ela copia modelos, então quando a criança é familiarizada com livros e com práticas de leitura realizada por outros, ela começa a desenvolver o mesmo gosto, uma vez que o adulto é o exemplo presente da criança. A partir desse incentivo caberá a escola dar continuidade ao processo de desenvolvimento de habilidade de leitura e escrita, é claro que esse processo na maioria das vezes é um grande desafio.
Segundo Kleiman (2001) uma das primeiras barreiras que o professor tem que negociar para poder ensinar a ler é a resistência do próprio aluno ou dos pais. A maioria carrega grande pré - conceitos: suas convicções estão baseadas numa concepção de saber lingüístico desvinculado do uso da linguagem, sendo apenas prelúdio para a atividade da leitura, pois nunca ninguém desvendou para eles o verdadeiro sentido da leitura. Para Kleiman, é importante que o professor ajude a criança a compreender a função da leitura e sua importância.
Freire (2003) afirma que são as situações de uso da leitura e o valor que se dá a esta prática social, que se configura um grande leitor. Se algumas crianças não aprendem a ler e escrever, é pela mesma razão que as crianças da classe alta não aprendem a cozinhar, lavar, passar, cuidar da casa, carpir o roçado e desviar-se dos carros na rua: não havendo uma valorização desta diversidade de saberes, as crianças passam a se sentir entrando em um novo mundo, estranho e hostil. Percebem que não podem corresponder ao que os educadores esperam delas e acabam desenvolvendo a crença de que são incapazes. Para Emília Ferreira, valorizar os saberes que os alunos possuem e criar um contexto escolar favorável à leitura e escrita, deve ser compromisso de todos os que se envolvem com a aprendizagem da criança, devem percorrer o trilho do estimulo e da motivação, para que se consiga uma leitura sólida e prazerosa.
A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional- LDBEN- (Artigo 32; Brasil 2006) oferece uma série de aberturas para que os sistemas de ensino adotem as medidas que considerem mais adequadas para assegurar que o Ensino Fundamental cumpra seus objetivos na formação básica do cidadão, mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo entre outros o domínio da leitura e automaticamente a compreensão do ambiente natural e social do sistema político, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a sociedade.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais- PCNs (2001) consideram que o ensino deve ter como meta formar leitores que também sejam capazes de produzir textos coerentes, coesos, adequados e ortograficamente corretos. Propondo a formação de um leitor e escritor competente: alguém que seja capaz de ler também o que não está escrito. Identificando elementos implícitos e estabelecendo relações entre o texto que lê e outros textos já lidos. Para isso, o educador não poderá abrir mão de situações voltadas para a formação de atitudes favoráveis à escrita e leitura.
Desta forma, segundo o psicolingüista Frank Smith (apud. Brasil, MEC 2001) dois fatores determinam a leitura: O texto impresso, que é visto pelos olhos, e aquilo que está “por trás” dos olhos: O conhecimento prévio do leitor- a gente vê o que a gente conhece. Por exemplo, uma criança não alfabetizada pode ter várias informações a respeito de determinado assunto escrito em um texto, mas, no entanto, não será capaz de ler, já que não conseguirá desvendar a informação captada pelos olhos. O contrário também ocorre: O leitor pode dominar a linguagem, mas por falta de conhecimento no assunto, não será capaz de entender nada. Vale lembrar que devemos ter cuidado com os textos, já que eles podem ser direcionados a determinados grupos. Se o leitor possuir outras dificuldades, como desconhecimento do assunto, ou grande número de palavras desconhecidas, a compreensão se torna praticamente impossível, mas nesse momento isso não nos interessa, já que atinge uma pequena minoria de crianças e adolescentes.

METODOLOGIA:
Método, etimologicamente, significa methodos ou methodus met = meta hodos= caminho. Caminho para se chegar a determinado fim. Numa definição em sentido amplo metodologia, é o estudo dos métodos de conhecer. Trata-se de fornecer aos estudantes um instrumento indispensável para que sejam capazes de atingir determinados objetivos.
Para (Ruiz, 1993) metodologia é o estudo dos métodos. Os métodos são os caminhos que são necessários para atingir algum objetivo. Assim temos como conceito que “método é o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos fatos ou na procura da verdade”.
Portanto, para realização desse projeto faz-se necessário o cumprimento dos seguintes métodos:
1. Leitura e análise de textos diversos com socialização;
2. Produção de textos;
2.1. Poesia, crítica, paródia, texto jornalístico,
2.2. Produção de murais e painéis;
3. Análise de música;
4. Rodas de conversas sobre temas atuais (realidade do aluno);
5. Debates;
6. Concurso de poesias.

RECURSOS:

HUMANOS -
Alunos, Professor, Direção, Comunidade.

AUDIOVISUAIS -
Vídeos, TV e aparelho de som, DVD.

MATERIAIS -
Lousa, giz, apagador, papel oficio, cartolina, papel metro, fita adesiva, pincel atômico, tesoura, livros, revistas, jornais e internet.

CRONOGRAMA:

FEVEREIRO

  • Apresentação do projeto para os professores e a direção da escola;
  • Apresentação do projeto para os alunos da turma de 5ª série da escola;
  • Início das atividades de co-participação.
MARÇO

  • Término da co-participação;
  • Início das atividades de regência;
  • Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade.
ABRIL

  • Término das atividades de regência;·
  • Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade;·
  • Encerramento do estágio.·
  • Produção do relatório final individual.

RESULTADOS ESPERADOS:
Ao observar a prática pedagógica, foi possível perceber que as crianças e adolescentes enfrentam muitas dificuldades quando o assunto é interpretação e escrita. Partindo dessa análise, este projeto foi construído com o objetivo de intervir na defasagem da leitura e da escrita, permitindo assim que o aluno se desenvolva em múltiplas habilidades e competências.
Dentre essas e outras metas podemos destacar as seguintes:
1- Promover a interação da escola e comunidade;
2- Contribuir com a redução do índice de evasão e repetência;
3- Favorecer o estímulo e apreciação pela leitura e escrita;
4- Contribuir com a atuação dos professores na sala de aula;
5- Estimular a valorização da troca de idéias e opiniões, bem como respeitá-las em cada momento.

REFERÊNCIAS:

KLEIMAN, Ângela. Oficina de Leitura: Teoria e Prática. 8ª edição. Campinas- SP: Pontes, 2001.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. Coleção leitura. Ed. 26ª. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
Ensino Médio. Revista. Nº 04, ano II. Editora Assessoria de Comunicação do MEC. Distrito Federal, 2004. Apud- SMITH Frank. Brasil, MEC. 2001.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Língua Portuguesa – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.



PROJETO DE LÍNGUA INGLESA:
A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA INGLESA EM NOSSA LÍNGUA

Catiune Pires de Araújo

PROBLEMA:
Sabendo que a língua Inglesa já se faz presente em nossa língua, percebemos que os alunos e em especial os de 3° ciclo (5ª série) possuem uma grande dificuldade na absorção do conhecimento estrangeiro, já que é uma nova disciplina em seu histórico escolar. Por outro lado, a ausência de material didático dificulta ainda mais a aprendizagem do aluno, gerando assim uma grande falta de estímulo, e provocando a falta de afinidade e admiração pela disciplina.

PÚBLICO ALVO:
Este projeto é destinado a professores, equipe técnica e gestores da escola pública municipal da cidade de Lapão- Bahia de ensino fundamental, alunos de 3º ciclo (5ª série) e integrantes da comunidade (pais, parentes, amigo, etc.)

JUSTIFICATIVA:
A aprendizagem de Língua Estrangeira representa outra possibilidade de se agir no mundo pelo discurso além daqueles que a língua materna oferece. Da mesma forma que o ensino da língua materna, o ensino de Língua Estrangeira incorpora a questão de como as pessoas agem na sociedade por meio da palavra, construindo o mundo social, a si mesmo e os outros a sua volta. Portanto o ensino de línguas oferece um modo singular para tratar das relações entre a linguagem e o mundo social, já que é o próprio discurso que constrói o mundo social (PCN Língua Estrangeira, 2000).
Diante disso, faz-se necessário uma mudança de postura, devemos conscientizar as crianças e adolescentes que vivemos em um país multilíngüe e necessitamos conhecer o básico, mínimo de outra língua diferentes da materna, devemos mostrá-los a grande quantidade de línguas que os rodeio, uma forma de publicações comerciais, de pôsteres nas vitrinas das lojas, em produtos de beleza, em canções, em todo lugar, e que além dessas representações a Língua estrangeira- em especial o Inglês- dá acesso á ciência e as tecnologias modernas, a comunicação intercultural, ao mundo dos negócios e a outros modos de se conceber a vida humana.

OBJETIVO GERAL:
Contribuir para a formação do cidadão moderno que exige cada vez mais o pluralismo lingüístico, norteando- o através do acesso de noções básicas de gramática e conservação de uma língua estrangeira moderna, pois, no mundo globalizado como o nosso, a língua inglesa assume uma importância cada vez maior na condição para que se possa sentir inserido na realidade e dela participar ativamente.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Identificar no universo que o cerca as línguas estrangeiras que cooperam nos sistemas de comunicação e percebendo-se como parte integrante de um mundo plurilíngüe;
· Construir consciência lingüística e consciência crítica dos usos que se fazem da língua estrangeira que está aprendendo;
· Analisar as diferenças entre a língua inglesa e a língua materna considerando a estrutura gramatical de cada uma e suas singularidades;
· Devido à globalização da economia adquiridos para leitura e compreensão de manuais de produtos industrializados, como os eletros- eletrônico, fazendo uso das traduções.

REVISÃO DE LITERATURA:
A globalização parece ter gerado o aumento da competitividade e o sentimento de incerteza no tocante ao futuro, gerando transformações no relacionamento entre os indivíduos, na interação das informações com relação ao processo de conhecimento. Por isso, a estrutura do currículo educacional sofreu algumas alterações não apenas no conteúdo em relação a quantidade, mas também na qualidade.
Como órgão responsável pela normatização da Educação no Brasil, o Ministério da Educação criou diretrizes para regularizar a educação brasileira, assim regulamentou o Ensino Médio como educação Básica, por intermédio da Lei de Diretrizes e bases da educação (LDB- Lei 9394/96) e programou os PCNs( Parâmetros Curriculares nacionais), para normatizar as atividades das unidades educacionais no país.
Os PCNs colaboram com as transformações que tem alterado significativamente o ensino brasileiro, especialmente por motivar os professores a rever suas metodologias, aplicando as orientações nas salas de aula. Os PCNs (199, p.29) estabelecem que o currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática deve:
[...] contemplar conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, visando à integração de homens e mulheres no tríplice universo das relações políticas, do trabalho e da simbolização.
Portanto a disciplina de língua estrangeira tem o mesmo valor que as outras da grade curricular. Os profissionais dessa disciplina podem ter a certeza de estarem amparados por lei para que suas participações em conselhos de classe, discussões e atividades escolares tenham a mesma importância do que as demais.

METODOLOGIAS:
1- Propor aos alunos atividades que desperte o interesse e gosto pela descoberta da nova língua como o uso de dados coloridos e enumerados;
2- Pesquisa de nomes de animais vertebrados e invertebrados;
3- Criar condições que exija o diálogo com saudações;
4- Apresentar situações em que a língua inglesa se faz presente, como músicas, produtos de beleza, publicações, comerciais, e nos meios tecnológicos;
5- Usar o dicionário;
5 Oficinas.

RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS:

Materiais: Lousa, giz, apagador, Dados coloridos e enumerados, Embalagens de doces, sucos, Rótulos, publicações, Calendários, Pedras enumeradas para realização do bingo, Dicionários.

Humanos: Alunos, Professores, Direção, Comunidade.

CRONOGRAMA:
FEVEREIRO
- Apresentação do projeto para os professores e a direção da escola;
- Apresentação do projeto para os alunos da turma de 5ª série da escola;
- Início das atividades de co-participação.
MARÇO
- Término da co-participação;
- Início das atividades de regência;
- Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade.
ABRIL
- Término das atividades de regência;·
- Atividades extraclasses com os alunos, professores, pais e comunidade;·
- Encerramento do estágio.·
- Produção do relatório final individual.

RESULTADOS ESPERADOS:
Esperamos com esse projeto melhorar o desempenho dos professores em sala de aula para assim contribuir com o aumento do rendimento dos alunos, bem como contribuir com a diminuição da evasão e repetência escolar dos mesmos, promovendo, portanto, uma consciência crítica a respeito da importância da “influência da língua inglesa em nossa língua”.

REFERÊNCIAS:

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Língua Portuguesa – 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BRASIL. Lei Darcy Ribeiro (1996) LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional: Lei N. 9394, de 1996. Brasília: Senado federal, Gabinete da senadora Marina Silva, 1997.